Polícia do Chile e Polícia do Brasil, por Alexandre Garcia

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Apesar de um pouco antiga (só 9 meses), as palavras do jornalista Alexandre Garcia se adequa perfeitamente à realidade atual, já que mesmo sob fortes críticas, as autoridades brasileiras fecharam completamente os olhos para a Segurança Pública Nacional.

A questão de se prestar um serviço de qualidade à população não se apega a idiomas. Assim como no Chile, em outros diversos países onde o Policial é valorizado, respeitado e reconhecido pela sociedade a prática de suas ações são exatamente a mesma.

Mas o Brasil (aah… sempre o Brasil!) parece caminhar na contramão. De policiais mal remunerados à falta de incentivos nas carreiras, aliado às Leis frágeis e obsoletas, a cada dia a criminalidade vai se instalando, se estabelecendo e não nos assustemos se daqui a pouco tempo a própria polícia não se tornar refém do crime organizado.

É passado o momento dos comandantes das Polícias Militares e diretores das Polícias Civis se unirem em prol do melhor a seus comandados e também à sociedade. Para que existe um Fórum de Comandantes Gerais que volta e meia se reúnem? Para decidirem o que farão com as Praças? Chega de hipocrisia.

E o que falar dos “Saidões de fim de ano”? Só em Brasília já retornaram aos seus verdadeiros lares (a prisão) dezenas de detentos beneficiados por essa Lei esdrúxula que apenas dá ao preso o direito de continuar cometendo os crimes que os levaram às grades, mas com uma diferença: “LEGALIZADOS”.

Como diz o nosso amigo Policial Rodoviário Federal Fillipe Bezerra: “Não se combate a criminalidade vestindo camisas brancas e pedindo paz. Nenhum bandido  abandonará o crime e se tornará um trabalhador por causa disso. É preciso que a sociedade entenda em sua plenitude o velho adágio romano: si vis pacem, para bellum, que, nos dias de hoje, significaria: se queres paz, apoie a polícia. É preciso sustar o cheque em branco da impunidade e da hipocrisia e valorizar os soldados cidadãos que, ao fazer o enfrentamento direto ao crime, tentam devolver as ruas do país às pessoas de bem”.

A verdade é que se nossos governantes não abrirem seus olhos, muitos pais de famílias continuarão a “fechar os seus”, e de forma sempre cruel.

Que 2016 seja um ano de transformações.

Feliz Ano Novo a todos os leitores.

Por Poliglota…

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