Nova diretoria da CABE-PMDF assume sob risco de ser destituída

1
1086

Hoje segunda-feira (7), a nova diretoria da Caixa Beneficente dos Policiais Militares do Distrito Federal CABE-PMDF, assume as cadeiras juntamente com os novos Conselhos Deliberativos e Fiscal para a administração da associação pelos próximos 4 anos.

Vencedora dos pleitos eleitorais em novembro do ano passado, a Chapa 2 CABE PARA TODOS, sob o comando da Coronel da reserva Maria Costa, assume sob risco de ter que deixar a diretoria, já que dois processos transitam na VIGÉSIMA TERCEIRA VARA CÍVIL sob os números 2015.01.1.141454-7,2015.01.1.138452-0, objetos de irregularidades eleitorais ocorridas durante o dia de votação.

Relembre o caso

Em novembro de 2015 a Caixa Beneficente, CABE-PMDF, realizou os pleitos para a escolha da nova diretoria a assumir o quadriênio 2016-2019. Durante as eleições, várias foram as irregularidades praticadas pela Chapa 2 CABE PARA TODOS, encabeçada pela coronel da reserva Maria Costa, segundo constam nos processos que tramitam no TJDFT.

Dentre as irregularidades, todas filmadas, fotografadas e inseridas nos processos como instrumento de provas, atos que contrariam a Lei nº 9.504 de 30/09/97 (Lei Eleitoral) foram praticados às claras por integrantes da Chapa 2 tais como a distribuição de alimentos, boca de urna, utilização de carro de som e a distribuição de bebidas alcoólicas.

Decisão

A Juíza titular da 23ª Vara Cível responsável pela condução dos processos, Dra Carla Patrícia Frade Nogueira Lopes, recebeu uma petição oriunda da segunda colocada no certame, a Chapa COALIZÃO, cujo presidente é o também Tenente Coronel da reserva Giuliano Costa de Oliveira, onde solicitava liminar impedindo a posse da diretoria da Chapa 2 até o julgamento do mérito, haja visto que durante mais de 45 dias a presidente da Chapa 2 esquivou-se de receber intimação do oficial de justiça para que tomasse conhecimento de decisão judicial de suma importância no processo, demonstrando com isso uma tática bastante estratégica que lhe permitisse tomar posse na data prevista, 07 de março de 2016.

Em seu despacho, a juíza indeferiu o pedido sob a justificativa de que até o trâmite final e o julgamento do mérito não há prejuízos à assunção da Chapa vencedora.

Porém, após o julgamento final e a depender da decisão, que pode ir de uma impugnação total da vencedora até a realização de novas eleições, a destituição da empossada é completamente viável.

O que diz o despacho (Grifo nosso):

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA 

Vistos etc.

Quanto ao pedido do autor de fl. 113/114, aguarde-se formação do contraditório nos termos da decisão de fl. 72. Ressalto que caso haja a posse da segunda ré, não há óbice para sua destituição e realização de novas eleições em caso de deferimento do pedido antecipatório.

Diante do informado pelo patrono do primeiro réu (fl. 119), aguarde-se o retorno do mandado da segunda ré.

Brasília – DF, quinta-feira, 03/03/2016 às 17h29.

Dra Carla Patrícia Frade Nogueira Lopes – Juíza de Direito

Insatisfação e descrença dos associados

O blog ouviu vários associados em relação a essa celeuma que se arrasta por meses e as conversas não foram nada animadoras. A CABE-PMDF é uma das maiores associações de policiais da América Latina e o momento conturbado porque passa os seus associados, em sua maioria policiais da ativa, têm deixado todos preocupados.

Segundo alguns comentários de policiais associados ouvidos pelo blog, a Chapa vencedora foi financiada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e nas suas promessas de campanha se comprometeu a assumir a frente nas necessidades dos associados.

No entanto, desde dezembro passado a luta dos policiais associados (pelo menos 80% do efetivo atual da ativa) para que a redução do interstício fosse concretizada pelo governo e comando da corporação, proporcionando milhares de promoções, foi uma luta solitária e sem nenhuma manifestação da Chapa CABE PARA TODOS presidida pela Coronel Maria Costa, assim como também a expectativa da votação e aprovação do PL 3123/2015 que retira dos policiais benefícios conquistados a ferro e fogo, como a proibição da venda de Licenças especiais, férias acumuladas e ajuda de custo.

É consenso entre os associados que nesse momento, mesmo não havido a assunção da Chapa, pelo menos uma nota de desagravo deveria ter sido emitida pela diretoria eleita numa clara demonstração de preocupação e apoio às causas. “Como podemos confiar numa associação que se omite em auxiliar numa causa tão importante que causará danos irreversíveis às nossas famílias?”, disse um policial que é associado. “Confiar em pessoas com ligações a esse partido que destruiu nossa corporação é algo inadmissível”, informou outro policial.

Bom, resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos para ver em que pé chegarão as coisas. Um fato é certo: Hoje os policiais e, consequentemente, aqueles que são associados a CABE-PMDF estão completamente carentes de representação e extremamente desmotivados. Muitos esperam que as eleições não tenham sido mais um golpe do PT e que a incredulidade ora presente possa se transformar em esperança para milhares de associados.

Estaremos de olho!

Fonte: Blog do Callado

1 COMENTÁRIO