PMDF suspende serviços credenciados que atendem servidores

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Uma Circular datada de 3 de maio e assinada pelo Chefe do DSAP (Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal), Cel Marcus Vinicius Gomes Fialho, suspende a partir do dia 09/05, segunda-feira, e sem previsão de data de retorno, o atendimento aos policiais e familiares em determinados exames conveniados à corporação, mesmo havendo a informação de que será em caráter temporário.

Porém, alguns atendimentos continuarão acessíveis como as consultas nas áreas médicas de hemoterapia, hemodiálise, quimioterapia, radioterapia, consultas em psiquiatria, anestesiologia, psicoterapia, saúde mental e emergência oftalmológica. Não se sabe se os exames laboratoriais, bastante usados por policiais e dependentes, serão atingidos também.

Não é a primeira vez que os policiais e dependentes enfrentam problemas e corte de benefícios. Em outubro do ano passado, o atendimento à categoria foi suspenso nos hospitais Santa Helena (Asa Norte) e Maria Auxiliadora (Gama). As empresas alegaram que tinham R$ 50 milhões a receber do GDF e da Polícia Militar, referentes a serviços prestados nos anos de 2014 e 2015. A situação foi contornada e os convênios reativados. Está se tornando recorrente essa prática sob a alegação de “contenção de gastos”, que segundo a PM chegará a uma economia de 80 milhões de reais. Ora, não venham fazer economia às custas da saúde do policial e dependente!

Esse é um tema preocupante por se tratar da saúde da família policial militar. É inadmissível que se faça contenção de gastos numa área de extrema importância e necessidade, essencial, até mesmo com influência positiva no rendimento do policial militar. Os gestores públicos tem o dever de prever tais ocorrências e o governador Rolemberg não pode, em hipótese alguma, coadunar com essa situação. Para isso um planejamento prévio é realizado a cada exercício anterior e realmente não existe explicação para a adoção de medidas dessa natureza sem antes alcançarmos sequer o segundo semestre.

Diferente de muitas classes de servidores, a Segurança Pública do Distrito Federal recebe recursos federais oriundos do Fundo Constitucional que tem dentre seus objetivos manter esses órgãos em todas as suas áreas de custeio a investimento e de pessoal. Além disso, cada policial tem descontado em seu contracheque mensalmente o valor de R$ 49,51 reais referente ao Fundo de Saúde, que somado chega a mais de 1 milhão de reais mensais entre ativos e inativos. Onde estão esses recursos? Está havendo uma gestão competente para evitar esses constrangimentos? Atenção Tribunal de Contas e Ministério Público do DF.

Por Poliglota…