Secretária do DF diz que quis escolta porque recebeu ‘ameaça consolidada’

0
1012
A secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, durante explicações na Câmara Legislativa nesta segunda (9) sobre uso de carro oficial para levar filhos à escola (Foto: Lucas Nanini/G1)

Márcia de Alencar prestou esclarecimentos a deputados nesta segunda.
Coronel havia dito que não havia ameaça; filhos vão à escola com PMs.

A secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, durante explicações na Câmara Legislativa nesta segunda (9) sobre uso de carro oficial para levar filhos à escola (Foto: Lucas Nanini/G1)

A secretária de Segurança Pública do Distrito Federal, Márcia de Alencar, disse nesta segunda-feira (9) ter recebido uma “ameaça consolidada” ao justificar o uso de escolta e carro da PM para levar os filhos à escola. A secretária não detalhou a ameaça recebida. Ela prestou esclarecimentos sobre o caso na Câmara Legislativa.

saiba mais

Secretária de Segurança do DF usa carro oficial para transportar familiares

DF anuncia edital de R$ 555 milhões para contratar 7,4 mil seguranças

UnB faz pesquisa para pedir opinião sobre segurança e infraestrutura

Após ameaça de morte, conselheiros de tribunal do DF fazem curso de tiro

Na semana passada, o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas, negou que a secretária tivesse recebido ameaças. Segundo ele, a medida de proteção a ela e aos filhos era “preventiva”.

“Ela não é policial, civil ou militar. Não tem essa capacidade de reação que nós temos. A gente percebeu a necessidade, sim, porque os filhos poderiam correr risco de alguma represália por iniciativas que ela tome, seja em relação ao sistema prisional ou ao nosso dia a dia”, disse ao G1.

Em suas explicações, a secretária contestou a informação. “O aspecto da ameaça foi consolidada. Não é verdade que não houve ameaça consolidada”, afirmou. Segundo Márcia, o fato de ela receber a ameaça faz com que a situação se torne um caso de ” segurança institucional”.

“O assassinato de uma secretária de segurança põe em xeque o sistema de segurança pública. O assassinato dos filhos de uma secretária de Estado de Segurança põe em xeque o sistema de segurança”, disse.

Perguntada pelo deputado Wellington Luiz (PMDB) sobre qual foi a ameaça e se ela registrou a ocorrência, a secretária afirmou que vai manter o caso em segredo, mas disse que ela ocorreu a partir do fim de março, por conta das “tensões” entre grupos contra e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“As tensões que estavam naquele momento e naquelas circunstâncias, e que nós tivemos que criar um comitê de pacificação, que nós tivemos que dialogar, parte a parte, com cada um dos grupos, que naquele momento estava extremamente tensionada e polarizada as discussões e os riscos de parte a parte.”

Márcia disse que esteve à frente da operação “com responsabilidade de fazer a defesa social”. “Fui eu que fui para o front para que eu pudesse dar capacidade operacional aos titulares das forças de segurança, incluindo o nosso departamento de trânsito.”

Segundo a secretária, as ameaças partiram de grupos interessados em prejudicar a imagem do governo Rollemberg e começaram na primeira quinzena de abril, pouco antes da votação do impeachment na Câmara Federal. “Foi exatamente naquela primeira quinzena que a escolta foi recomendada, que fosse estendedida [aos familiares].”

Contratação polêmica

A secretária também falou aos deputados sobre a contratação de uma ex-empregada dela pela pasta. Márcia disse não ver irregularidade na nomeação. “A história dessa funcionária pública é a história de uma mulher que luta, que é trabalhadora e que durante boa parte da vida dela, ela trabalhava no setor comerciário, de atendimento ao público.”

“Ela tem nível cultural, ela tem escolaridade, ela é confiável, ela tem um currículo compatível com experiência profissional para o cargo de livre provimento que ela ocupou. Ela tem uma capacidade e uma habilidade de atendimento aio público e uma discrição como poucos que eu já conheci.

Segundo Márcia, a ex-funcionária teve as vidas dela e da família expostas. A secretária disse que o assunto precisa ser respeitado para preservar a vida de “duas mulheres, dois adolescentes e duas crianças”.

Ela apresentou uma gravação em que a mulher aparece dizendo que duas pessoas foram até a casa dela, no Jardim Ingá, em Luziânia, se identificando como servidores da Secretaria de Segurança e pedindo dados pessoais que “estariam faltando em um cadastro”.

Fonte: G1.DF.com

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA