Organização interessada em gerir Hospital da PM sofreu intervenção na Bahia, diz sindicalista

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2009

Marli é contra os critérios do governo do Distrito Federal em selecionar Organizações Sociais

A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, Marli Rodrigues, criticou duramente nesta segunda-feira (16) a falta de critérios do governo do Distrito Federal em selecionar Organizações Sociais interessadas em gerir a área e saúde.

Ela cita o caso de uma das interessadas, o Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), que devido aos problemas na gestão do Hospital Municipal Antônio Teixeira Sobrinho, em Jacobina (BA), acabou sofrendo uma intervenção da prefeitura.

“Conforme documentação, houve interrupção no abastecimento, tanto de produtos de higiene como de medicamentos fundamentais, comprometendo a saúde de pacientes”, enumerou. Além disso, segundo Rodrigues, houve problemas no pagamento de fornecedores, “o que a prefeitura diz que resultou numa dívida milionária”, completou.

Para Marli, esse é um dos exemplos locais. Segundo ela, em recente visita ao mesmo modelo adotado no Rio de Janeiro, descobriu-se que 8 em cada 10 entidades que prestam o serviço possuem algum tipo de problema com a Justiça. “Chega a ser assustador”, frisa.

O primeiro experimento do governo local com Organizações Sociais será com o Hospital da Polícia Militar, que entrou em licitação e aguarda a documentação das entidades interessadas até terça-feira (17). Até então, o único local que possuía o sistema era o Hospital da Criança, mas que teve a mudança de gestão ainda no governo Agnelo Queiroz (PT).

Comento:

Deve ser brincadeira o que a Polícia Militar está querendo fazer com seus policiais e seus dependentes.

Não conseguem gerir um contrato até o final. Desde o governo Agnelo Queiroz (PT) a saga na saúde da PMDF vem sendo o maior terror aos integrantes da nobre Polícia Militar. Tanto Agnelo como Rolemberg, atualmente, não conseguem dar a seus gestores a consciência de que SAÚDE é prioridade.

Desde o dia 09/05 exames laboratoriais e ecografias, raios X e tomografias estão suspensos na PMDF. A desculpa é a contenção de gastos para economia na PM. Qual seria o verdadeiro objetivo disso? Poupar para o final de ano ter umn atendimento de emergência? Estão de sacanagem? Mas e aí? Como ficam aqueles que dependem exclusivamente de atendimentos da Polícia Militar? Chega de tapar o Sol com a peneira. Não aguentamos mais comando e governo!

Chega governador! Não dependemos de recursos do GDF para nossas despesas, pois a LEI FEDERAL 10.633 de 27/12/2002 que criou o Fundo Constitucional do DF nos dá essa prerrogativa. Recebemos para não ficar devendo à ninguém. Além disso, onde estão os recursos do Fundo de Saúde que estão sendo descontados diretamente em nossos contracheques todo mês no valor de R$ 49,51 reais e que somam cerca de 12 milhões anuais? Quem fiscaliza a utilização desses recursos?

Está passando da hora de uma “lavagem a jato” nas contas do Governo do Distrito Federal para saber onde estão sendo enfiados os recursos que fazemos jus. Policiais estão morrendo na porta de hospitais públicos e seus dependentes idem quando temos condições financeiras de bancar nossa própria saúde. Agora nem exames simplificados como laboratoriais e raios X.

Da redação,

Por Poliglota…com informações do blog do Sombra

2 COMENTÁRIOS

  1. Tive que pagar consulta e exames, pois o dinheiro da saúde que não prioridade neste governo deve tersisido destinado a área mais importante como publicidade e outras coisas. Precisamos de uma CPI pra investigar, onde os recursos são de fato aplicados, pois quando chegar o final do ano a pm a vai devolver verbas que poderiam serem utilizada na saúde.