Denúncia: “Não há nada ruim que não possa piorar”

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É bem verdade que a situação financeira e administrativa na Polícia Militar não anda lá bem das pernas. Mas como diz a lei de Murphy: “Não há nada ruim que não possa piorar”.

O blog recebeu uma denúncia acerca de procedimentos não regulamentados na legislação castrense (Portarias, normas e etc) que está acontecendo no âmbito do 28º Batalhão de Polícia Militar localizado na cidade do Riacho Fundo 1.

Segundo denúncias encaminhada ao blog por um grupo de policiais que pediram para não serem identificados, o comando do batalhão vem adotado posturas que estão desagradando a todo quartel e, em especial, aos policiais mais antigos que estão prestes a irem para a reserva.

Mas antes se faz necessário alguns apartes acerca do policiamento empregado na cidade, que detém o menor índice de criminalidade de todas as regiões administrativas do DF e tem uma tropa extremamente disciplinada, composta em sua maioria por policiais experientes e próximos a completar seu tempo de serviço na corporação (30 anos).

Mas o que mais está causando a indignação da tropa, segundo os militares, é a forma como o comando do batalhão está selecionando os policiais para comporem as duplas de POG (Policiamento Ostensivo Geral), os conhecidos Cosme e Damião. Consta na denúncia que essa seleção está sendo feita com base numa “Avaliação Técnica de Desempenho”, porém, os policiais fazem alguns questionamentos, tais como: Quem está avaliando? Qual a metodologia aplicada? De onde vem essa determinação de avaliação? E o mais importante, existe legislação que ampare tais procedimentos (Portarias, Circulares, Normas)?

Ainda segundo avaliação dos militares, os critérios estão sendo empregados de forma desigual e, aparentemente, com cunhos pessoais, atingindo principalmente os policiais mais antigos. Denunciam os policiais que se houver baixa de viaturas, seus componentes vão para o policiamento a pé por 12 horas e no caso noturno das 22:00 às 03:00 horas da manhã, contrariando Portaria interna que prevê 6 horas para Policiamento a Pé. As “razões técnicas” parece ser a que menos tem sido levado em conta nessas avaliações, já que os policiais que estão sendo punidos com o POG detém uma ficha exemplar, são “antigos de polícia” e a hierarquia e a disciplina são os preceitos básicos da administração dentro da Polícia Militar.

A bem da verdade, o clima está muito tenso dentro do 28º Batalhão de Polícia e num momento onde a corporação e seus integrantes passam por uma fase de tensão por Falta de Equipamentos, Salário digno, Plano de Carreira e Plano de Saúde a si e seus dependentes, seria o momento de agregação e muita conversa, principalmente para que o trabalho que tem sido realizado pelo atual Comandante Geral da corporação, Coronel Nunes, em sanar os problemas atuais possam ser coroado de sucesso.

Estivemos na sede do Batalhão localizada no Riacho Fundo para falar com o Comandante, porém o mesmo não se encontrava. Falamos com o Major Luis, subcomandante que não pode esclarecer muito a situação. Tentamos posteriormente um novo contato, via telefone, porém até o momento do fechamento dessa edição, não obtivemos o retorno do, TCel Márcio Gomes para ouvir a sua versão.

Abaixo as Portarias que regulam as escalas de serviço na corporação:

Portarias:

Portaria nº 611 de 11/07/2008 Revogada pela Portaria nº 651 de 17/03/2009

https://intranet.pmdf.df.gov.br/controleLegislacao2/PDF/908.pdf

Portaria nº 611 de 11/07/2008

https://intranet.pmdf.df.gov.br/controleLegislacao2/PDF/1686.pdf

Da redação,

Por Poliglota…

1 COMENTÁRIO

  1. Se as medidas tomadas pelo comandante, fere leis, decretos, regulamentos, portarias e normas, devem serem denunciados junto a Corregedoria e não de forma ocultas a Blogs e a imprensa. Para isso existem escalas e outros documentos produzidos, que são públicos e que pode ser requerido cópias por qualquer interessado e a prestação das informações devem serem em tempo previsto na CFRB/88 e outras leis. DISSE ME DISSE, NÃO IRÁ MELHORAR NOSSA CORPORAÇÃO.