Especialista em segurança pública afirma ser ineficaz unificação das polícias

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A audiência foi proposta pelos deputados Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e Vinicius Carvalho (PRB-SP)

O consultor legislativo Fernando Carlos Walderley, da Câmara dos Deputados, especialista em segurança pública e defesa nacional, considera que a unificação das polícias militar e civil é uma forma ineficaz e injusta de resolver os problemas da segurança pública. “É um erro grave descarregar os problemas na PM. Desmilitarizar a polícia não é a solução. Não se leva em conta a violência que esses policiais enfrentam”, afirmou ele, durante audiência pública da Comissão Especial de Unificação das Polícias Civis e Militares.

Para Walderley, se as forças forem unificadas, haverá inconstitucionalidade na transposição dos cargos. “Como ficará o salário dos policiais ativos e inativos? E se a polícia unificada entrar em greve?”, questionou.

O presidente da comissão, deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG), afirmou que é preciso discutir o tema com a população. “São eles que veem os trabalhos”, disse.

Países europeus

O deputado lembrou que a Alemanha unificou forças de segurança pública em 1974 e obteve um bom resultado.

Já o consultor afirmou que, apesar de unificada, as forças de segurança pública europeias não perderam o caráter militar. Segundo ele, o problema é que, no Brasil, as polícias e as guardas municipais atuam além do que está definido na Constituição. “A PM do Piauí faz investigação, a Polícia Rodoviária Federal da Paraíba realiza operações conjuntas com o Ministério Público, as Forças Armadas atuam como polícia. Falta obedecer ao que está escrito. Cada um faz o que quer”, afirmou.

Fernando Carlos Walderley também destacou que aspectos regionais precisam ser considerados. O consultor citou a atuação da guarda municipal de São Paulo na segurança pública, que, apesar de não ser de sua responsabilidade, é positiva. Ele afirmou, porém, que em algumas regiões do Nordeste as guardas municipais são comandadas por prefeitos para realização de interesses pessoais.

A audiência foi proposta pelos deputados Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e Vinicius Carvalho (PRB-SP).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

2 COMENTÁRIOS

  1. UNIFICAÇÃO INEFICAZ
    A vontade de unificar as polícias não são por causa da violência das policiais militares, mas sim em prol de uma melhor prestação do serviço de segurança pública. Porque desmilitarizar? Se posso militarizar toda segurança pública. Pois depois da redemocratização, os civis tem demonstrado estarem contaminados por uma endêmica corrupção, por falta de iniciativa e as polícias civis, tem demonstrado serem de longe muito piores que as polícias militares. As polícias civis, bem como os corpos de bombeiros, estão deitados em berços esplendidos, porque não trabalham na linha de frente do combate a criminalidade. Pois a polícia civil de Brasília, que é a capital do País, não tem contribuído com basicamente nada para melhorar a segurança pública, pois aqui 85% dos homicídios não se chega as referidas autorias, não quero nem falar dos demais crimes, que entram a penas no serviço de estatísticas. O problema é que esses civis hipócritas, não podendo jogar a culpa nas instituições civis, jogam a culpa naqueles que não podem nem falar, pois se falarem irão presos e excluídos das corporações. A sociedade civil brasileira, tem demonstrado que não passam de um lixo, escorias, onde empresários, governos Federal, Estaduais, Municipais, judiciário e demais segmentos são corruptos e fraudulentos, exploradores de coitados, perseguidores de pessoas honestos.