Garoto resgatado do fosso das ariranhas no zoo do DF em 77 é preso pela PF

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Quase 40 anos depois do caso que comoveu a capital, Adilson Florêncio da Costa, ex-diretor da Postalis, acabou detido nesta sexta-feira. Ele é acusado de integrar esquema que desviou R$ 90 milhões da empresa

Uma das histórias mais famosas e tristes de Brasília ficou ainda mais intensa nesta sexta-feira (24/6). Adilson Florêncio da Costa, o jovem que, em 1977, aos 13 anos, caiu no fosso das ariranhas do Zoológico de Brasília, sendo salvo pelo sargento Sílvio Delmar Holenbach, foi preso em Brasília pela Polícia Federal, na Operação Recomeço.

Ele é acusado de integrar um esquema que desviou R$ 90 milhões da Postalis e da Petros, os fundos de pensão dos funcionários dos Correios e da Petrobras, respectivamente. Adilson é ex-diretor financeiro da Postalis.

Ariranhas - hollenbachEm 27 de agosto de 1977, Adilson caiu no fosso das ariranhas. Para resgatar o menino, o sargento Sílvio Delmar Holenbach pulou na jaula, conseguiu retirar o menino, mas morreu, já no hospital, em decorrência dos ferimentos causados pelo ataque dos animais.

Uma placa homenageando o militar foi instalada no zoológico, onde permanece até hoje.

Relembre

O Correio acompanhou o caso à época. Dois dias após o acidente, Adilson contou que “estava brincando no alambrado” quando “foi puxado por uma ariranha”. “Quando caí, os outros animais correram todos para onde eu estava e começaram a me devorar. Depois não me lembro bem, mas sei que entrou uma pessoa, atraiu a atenção das ariranhas e elas me deixaram em paz.”

Já o sargento, antes de morrer, explicou que passava de carro com a esposa e os quatro filhos quando ouviu os gritos do garoto. “Parei o carro sem atender o apelo da minha esposa que pedia para eu ficar e entrei no tanque das ariranhas”, disse. “Eu não podia deixar uma criança ser devorada sem fazer nada.”

Fonte: CB

1 COMENTÁRIO

  1. Esse sujeito jamais valeu o sacrifício do heróico SGT SILVIO. Segundo parentes do falecido sargento, esse rapaz, mesmo depois de adulto, jamais procurou a família do homem que deu a vida por ele, para sequer dizer um “alô”. Implicitamente, essa clara ingratidão já demonstrava e apontava a verdadeira índole desse ingrato, mais uma vez demonstrada na matéria, tornando-se um dano à sociedade brasileira.