Policiais civis rejeitam mais uma proposta do governo para reajustes

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Aceitação da proposta será decidida em assembleia de policiais amanhã

Numa reunião ocorrida hoje pela manhã entre os sindicatos de Delegados e Policiais civis e o governo Rollemberg, mais uma proposta foi apresentada e rejeitada.

Dessa vez o governo ofereceu os 37% referente ao concedido aos policiais federais para que se concretize a paridade histórica entre as instituições, porém com a primeira parcela a ser paga somente em janeiro de 2018.

Seriam 8% em janeiro de 2018, 7% em janeiro de 2019, 8% em janeiro de 2020 e 10% em janeiro de 2021. Segundo o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco, o Gaúcho, a proposta não passa de um retrocesso, já que nas anteriores os reajustes iniciariam em 2017. A decisão final será em assembleia a ser realizada amanhã.

O Presidente em exercício do Sindicato dos Delegados, Rafael Sampaio, saiu da reunião com a impressão de que o governo não está tendo boa vontade e que eles não são prioridade nesse momento.

Militares pressionam Comandos e Casa Militar nas redes sociais

Enquanto isso nas corporações militares os integrantes aguardam com expectativa e ansiedade a decisão do governo em relação aos policiais civis. Uma proposta deverá ser feita aos militares tão logo seja definido o reajuste aos civis. A questão é que as corporações não admitem um índice diferenciado ao que for oferecido a co-irmã e isso pode causar um mal estar com o governo.

Notas publicadas nas redes sociais dão o teor de como estão os ânimos nas corporações. Nelas, que não tem identificação, é sugerido aos comandantes que caso não sejam contempladas as categorias que esses entreguem seus cargos de Chefia e Direção. Vejam am nota: (Grifo nosso)

“Uma saída honrosa: Entreguem seus cargos comandantes

A nítida má vontade do governo do Distrito Federal e sua equipe econômica com as classes de policiais e bombeiros militares, o descaso e a falta de respeito na isonomia salarial com a Polícia Civil são fatores de extrema gravidade e que pode levar a segurança pública do DF a uma situação de instabilidade jamais vista na história de Brasília.

Ao preterir os policiais civis em detrimento dos militares, Rollemberg abre um precedente perigoso e uma desarmonia que já se observa nas inúmeras divergências divulgadas por redes sociais, associações e sindicatos.

O momento é muito delicado, requer maestria do governo. Mas o que esperar de um governo mentiroso, incompetente e descumpridor de palavras? A resposta é incerta, pois no caso dos militares, os regulamentos e códigos arcaicos ainda existentes os limitam de ações mais contundentes.

Os militares cansaram de ser desprestigiados e colocados em segundo plano num contexto onde todos são iguais em suas atribuições (segurança pública) mas diferentes nos contracheques. As missões são diversificadas mas convergem para um único objetivo que é a manutenção da ordem pública e a proteção da sociedade como um todo.

Se os comandantes das instituições militares tiverem brio (palavra usada demais nas casernas), esse é o momento de entregarem seus cargos de Chefia e Direção e deixarem de se preocupar com suas gratificações, em favor de um bem maior que é a honra e o nome de corporações bicentenárias, a PMDF e o CBMDF, mesmo sob riscos de cometimentos de crimes e transgressões. Resta saber se terão coragem para isso e compromisso com suas tropas. Seria a melhor resposta a um governo irresponsável e incompetente que foi, até agora, unicamente capaz de mostrar que nunca esteve pronto para governar, ainda mais a capital do Brasil! #SOMOSTODOSPOLICIAIS”

“Brasília, DF 31/08/16

Caros amigos, como já disse antes, neste momento grave que vivemos quem não se posicionar a favor da PMDF definitivamente estará contra ela.

É chegada a hora de se mostrar forte. Se assim não agirmos, pra sempre perderemos o respeito da sociedade. Seremos vistos como fracos, como uma polícia de segunda categoria. Não podemos fazer greve, não temos sindicato, mas temos nossa vontade e a honra individual de cada um.

Cabe agora aos comandantes maiores a honrosa resposta de não aceitar gratificações em troca do sofrimento de seus subordinados. É o mínimo que se espera de quem comanda. Sejamos serenos, sem indisciplina, sem falatórios, sem tratarmos mal nossa sociedade, apenas deixando claro o que somos. Trata-se de decisão de cada um, dentro de sua própria individualidade e força de caráter.

Mais uma vez digo que o aumento da PCDF é justo mas não podemos admitir recebermos algo diferente. Jamais aceitarei comandar sob o medo e a desonra, prefiro o olhar respeitoso dos amigos e da minha família.

É muito difícil para um Coronel policial militar aceitar estas coisas. É como ferir a própria alma de Militar. Vou até a morte por minha missão. Todos nós vamos, mas não vou viver o resto de meu tempo me sentindo culpado por ter me acovardado. Passamos os últimos 25 anos reclamando de uma diferença de salários e agora aceitaremos inertes?

Caso se confirme um aumento diferenciado pra polícia civil, temos que agir imediatamente ou a tropa o fará, sendo bem pior pra sociedade, pra imagem da nossa corporação e pro próprio Governo. Precisamos insistir em que o GDF entenda isto.

Coragem, força e serenidade.”

Da redação,

Por Poliglota…

1 COMENTÁRIO

  1. Se os oficiais comandantes segurarem mesmo a palavra deles, como estão fazendo até o presente momento, os efetivos estarão ombreados com eles até o fim!!!! Isto é fato. UNIDOS, TODOS SOMOS FORTES!!!
    Sgt Pedro

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