Vergonha: “Um Salve aos baderneiros mirins”

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Gostaria de parabenizar a todos os alunos que estão ocupando escolas públicas, pelo Brasil a fora, cuja bandeira diz ser por uma educação pública de qualidade e contra a PEC 241, que segundo eles diminuirá consideravelmente investimentos no ensino público. E só pra ilustrar isso gostaria de frisar que desde a CF/88 que se aplica só o mínimo nessa área e na saúde.

Pois bem.  Com tais atitudes esses alunos demonstram sua linha de coerência nesses manifestos, pois no próximo fim de semana será realizado o ENEM, e as escolas estando ocupadas serão substituídas ou até mesmo canceladas as provas nesses locais, causando um transtorno imensurável, mas tudo por uma boa causa, onde, segundo a ideologia propagada por certos segmentos e seguida por tais alunos, os fins justificam os meios, mesmo que seja de forma impositiva.

Sem contar que aqueles alunos da rede privada, que já levavam vantagens nas disputas, terão suas chances aumentadas, pois com as escolas ocupadas muito se perdeu em termos de preparação final para o exame; mas esses contratempos tem uma boa justificativa e explicação por parte dos alunos ocupantes, pois tudo está sendo feito por uma boa causa, não é mesmo?

E para ajudar essa iniciativa desses alunos também sugiro que eles estendam essa nobre e incisiva manifestação também para os hospitais públicos, que estão pela hora da morte; tentando convencer os funcionários desses nosocômios a também ocupá-los, tudo pelo bem maior de todos. Só que teria um pequeno problema a resolver, que eu tenho certeza que os ocupantes dessas escolas públicas logo acharão uma solução: como lidar com as milhares de vidas que poderiam se perder se essa ocupação também ocorresse nos hospitais? Porque por analogia isso já está acontecendo nas escolas ocupadas com a perda de aulas. Porque segundo a cartilha pregada pelos ocupantes dessas escolas só entra quem coaduna com o manifesto ou com a bandeira ali defendida.

Vejam abaixo o vídeo de um aluno proferido na Assembléia Legislativa do Paraná que a imprensa fez questão de não mostrar, em detrimento de um discurso totalmente político protagonizado por uma estudante cujo pai é membro efetivo do PT

Tá aí algo para se analisar e refletir.

Por Eusvan Rodrigues Barbosa

 

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