PMDF: Deus não socorre a quem dorme

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Enquanto um pequeno grupo das “trocentas” associações de classe e lideranças independentes existentes na Polícia Militar se preocupam em divulgar “fotinhas e conversinhas” de gabinetes com interlocutores do governo que não tem o mínimo interesse de resolver os problemas das classes militares, a Polícia Civil, através de articulações políticas com parlamentares da Câmara Legislativa vão caminhando em busca da valorização de seus policiais.

Uma emenda do deputado Wasny de Roure (PT) no Orçamento do Governo do Distrito Federal foi aprovada hoje (22) na Câmara Legislativa e tem como objetivo o remanejamento de recursos para a co-irmã Polícia Civil. Foram 4 votos favoráveis na Comissão de Economia, Ortçamento e Finanças (CEOF) e uma abstenção. A comissão é integrada pelos deputados Agaciel Maia (PR), relator-geral do orçamento, Wasny de Roure, Rafael Prudente (PMDB), Prof. Israel Batista (PV) e Júlio César (PRB).

Uma equipe da Secretaria de Planejamento do GDF, liderada pela secretária Leany Lemos, acompanhou a votação. O Projeto de Lei nº 1260/16, que trata o Orçamento do GDF para o próximo ano, tramita na CLDF e a emenda aprovada hoje prevê um remanejamento R$ 257 milhões para a Polícia Civil, que segundo o sindicato dos policiais civis (SINPOL-DF), abrirá um canal de negociação para a possibilidade de recomposição salarial da classe, prejudicada com a não inserção na Medida Provisória aprovada no Congresso e que reajustou os salários da Polícia Federal.

Governo pode vetar

A aprovação da emenda não garante o remanejamento. O relatório final do Orçamento de 2017 está previsto para ser votado no dia 15 de dezembro e depois será encaminhado ao governador Rollemberg que pode optar por vetar a emenda.

A expectativa do sindicato é que caso o governador aprove o orçamento sem vetos, a categoria já receba os reajustes a partir de janeiro de 2017, desde que haja vontade política para as discussões. Rollemberg já  declarou que está disposto a liberar apenas R$ 28 milhões para a rubrica de pessoal da PCDF, enquanto a luta dos polciiais civis é para que esse valor seja alçado em R$ 425 milhões, quantia necessária para que a primeira parcela seja paga em de janeiro de 2017, aproveitando os recursos do Fundo Constitucional que subiu de R$ 12,7 bi para R$ 13,1 bilhões.

A luta do Sinpol-DF (Sindicato dos policiais civis) é digna de louvor, pois em nenhum momento desistiram de seus propósitos. Mesmo com as pressões do governo e do Ministério Público, que inclusive intimou o Diretor da Polícia Civil, Eric Seba, a informar se o SINPOL e o SINDEPO (Sindicato dos Delegados) descumpriu a liminar de suspensão das atividades da Polícia Civil e, em caso afirmativo, se foi determinado o desconto dos dias parados dos servidores, continuaram em frente.

Enquanto isso, os integrantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros vão amargando o abandono e a falta de interação entre as pseudos-representações que, diga-se de passagem, não têm a confiança das categorias, sejam elas associações ou lideranças. Nem mesmo o encaminhamento de uma Medida Provisória no final do mês passado à Casa Civil da Presidência da República propondo alterações na Lei 12.086/09 tem sido capaz de motivar e trazer a confiança de volta às categorias.

É aguardar e ver para que rumo essas águas irão tomar. Uma coisa é consenso dentro das casernas: Do jeito que está, não dá para ficar!

Da Redação,

Por Poliglota…

 

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