Rollemberg determina volta da revista em manifestações na Esplanada

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GABRIEL JABUR/METRÓPOLES

Em dias de protesto, haverá ainda reforço no policiamento. Na manhã desta quarta (30), grupo vistoriou locais atingidos por vandalismo

Reunida na manhã desta quarta-feira (30), no Palácio do Buriti, a cúpula da segurança do governo de Distrito Federal avaliou a operação durante as manifestações desta quarta-feira (29/11) na Esplanada dos Ministérios. Entre as determinações, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) pediu reforço no esquema de segurança e a volta de revistas na chegada à área central em dias de protestos.

Antes da reunião, ele vistoriou o Ministério da Educação e a Catedral Metropolitana de Brasília. Em ambos, houve vidraças quebradas, pichações e placas danificadas, entre outros danos. “Para a gente está muito claro que um grupo veio com a intenção deliberada de tumultuar e de depredar o patrimônio público. O desafio agora é identificar essas pessoas para que elas sejam punidas”, afirmou Rollemberg.

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) faz a perícia de veículos e prédios — com exceção dos que pertencem à União, pois, nesse caso, o trabalho está sob responsabilidade da Polícia Federal. Além disso, a PCDF atua na análise de imagens para identificar as pessoas envolvidas e responsabilizá-las.

Segundo o diretor-geral da corporação, Eric Seba, uma vez identificadas, elas passarão a ser monitoradas em futuras manifestações. Seis detidos por injúria, desacato, resistência, lesão corporal e/ou dano foram liberados após assinarem termos circunstanciados.

Reforço

Na avaliação da secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, a presença de infiltrados nas manifestações está relacionada aos casos de depredação. “Os grupos perderam o controle da manifestação porque outros grupos infiltrados vandalizaram”, pontuou.

Ela destacou que a pasta organizou quatro reuniões preparatórias com os movimentos, e que a operação focou em manter a integridade dos manifestantes que não participavam dos atos de vandalismo. “Não houve acidente grave e fomos bem-sucedidos. Mas não pudemos, na mesma proporção, preservar o patrimônio”, avaliou. Além de reforço nas revistas, a atuação em futuros protestos terá estratégias associadas de inteligência.

Para impedir tentativa de invasão ao Congresso Nacional, o comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, explicou que a tropa usou gás lacrimogêneo para dispersão. “Seguimos os protocolos nacionais e internacionais de controle de distúrbio civil, os mesmos que usamos nas manifestações do processo de impeachment.” De acordo com o comandante, a média de efetivo da Polícia Militar nos protestos é de mil policiais, e haverá reforço em próximas manifestações.

Vandalismo

O GDF divulgou que 27 placas de sinalização foram arrancadas e amassadas em ações de vandalismo na Esplanada dos Ministérios. Cones, cavaletes e dois veículos foram queimados. Cinco paradas de ônibus, quebradas. Também foi danificado um controlador de velocidade.

Diversos prédios de ministérios tiveram paredes pichadas e vidros e refletores quebrados. Na Avenida das Bandeiras, mastros foram danificados, a calçada pichada e bandeiras arrancadas. Danos semelhantes ocorreram no Museu Nacional e na Biblioteca Nacional. Vidraças foram quebradas em uma agência do Banco de Brasília (BRB) no Setor Bancário Sul.

Doze pacientes foram atendidos no Hospital de Base de Brasília — 11 com ferimentos leves e um com corte profundo na perna — e seis no Hospital Regional da Asa Norte — cinco por intoxicação por gás lacrimogêneo e um com corte no dedo. Dois policiais militares também receberam atendimento do Hospital de Base, um com perfuração de faca nas costas e outro atingido na cabeça.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) retirou dois caminhões de lixo e objetos quebrados da Esplanada. Na terça (29), 50 garis formaram as equipes de trabalho. Hoje, são 41 profissionais.

Fonte: Metropoles.com

1 COMENTÁRIO

  1. Esse governador inútil acha que a PM só tem dever? Cadê a redução de interstício. Pra situação mudar a PM deveria abrir e deixar a população tomar conta do covil dos ratos (câmara e senado). Esse sistema político já deu, precisamos de uma nova constituição que institua institua pena de moto para crimes de lesa pátria.