Greve das PMs: Mídia convencional esconde a realidade do que está acontecendo no Rio de Janeiro

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Familiares bloqueiam saída de viaturas em quartel no Rio de Janeiro

Depois que a tecnologia permitiu um avanço surpreendente na comunicação com o surgimento das redes sociais Facebook e WhatSaap, a mídia convencional, até então a toda poderosa e detentora de um mercado de informações selecionadas por elas ou encomendadas por governos corruptos começou a perder espaço e credibilidade. E é exatamente isso que está acontecendo nesse momento, não só no Rio de Janeiro, mas em outras grandes metrópoles que já se movimentam para buscar seus direitos.

As grandes redes de TV aberta e fechada, rádios e jornais estão ficando para trás no quesito informação à medida que as redes sociais transmitem, inclusive, vídeos e áudios online. A população sabe o que está acontecendo no exato momento do fato.

E é isso que está acontecendo em relação as manifestações de familiares de policiais militares que está se espalhando por todo país, onde não permitem que seus maridos, esposas e filhos saiam dos quartéis diante do pouco caso que os governos sempre tiveram com a segurança pública. Na verdade, “o caldo entornou”.

Depois do Espírito Santo, que já conta com cerca de 3 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional para tentar fazer com que a ordem pública retorne, agora as manifestações se concentram no Rio de Janeiro. Tímida ainda, mas com fotos, vídeos e áudios que a mídia convencional, bancada com polpudas verbas publicitárias evitam publicar, já circulam nas redes sociais. Afinal, imagine policiais do Rio de Janeiro parados?

Segundo publicações nas redes sociais, alguns batalhões já contam com manifestantes na porta e há a previsão de que outros batalhões podem ser ocupados por familiares a partir de meia noite de hoje que são os 16º BPM, 19º BPM, 20º BPM, 21º BPM, 26º BPM e o Batalhão de Campo Grande. Os manifestantes reivindicam melhores condições de trabalho, o pagamento dos salários em dia e o depósito do 13º dos PMs, que até hoje não foram depositados. Apesar do protesto, os veículos da corporação circularam normalmente pela cidade. A intenção das manifestantes é impedir que os policiais trabalhem nesta sexta.

No 9º BPM, em Rocha Miranda e um dos mais importantes batalhões do estado, as viaturas já estão sendo impedidas de sair. As rendições e trocas de policiamento estão sendo feitas na rua, ou seja, nos locais de trabalho dos policiais.

MINAS GERAIS

Mulheres de policiais militares de Minas Gerais marcaram para esta sexta-feira, 10, uma manifestação à frente do 5º Batalhão da corporação, no bairro Gameleira, na região oeste da capital.

O protesto é por reajuste salarial e tenta ganhar força com o momento vivido pelo Estado vizinho, o Espírito Santo, onde desde a última sexta-feira, 3, mulheres de policiais militares acampam na portão dos batalhões, o que estaria impedindo a saída dos guardas para patrulhamento das ruas. Também no Espírito Santo, a manifestação é por aumento de salário.

O deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), ex-policial militar, afirma que a insatisfação das tropas é grande. “Amanhã vamos discutir o que será feito”, afirmou o parlamentar, que faz oposição ao governador Fernando Pimentel (PT).

Assista ao vídeo:

Da redação com informações do O Globo RJ e Bombeiros DF

Por Poliglota…

1 COMENTÁRIO

  1. Em 10 de fevereiro, as associacoes de PMs chegaram a um acordo com o governo, que nao foi reconhecido pelas entidades que iniciaram paralisacao. A negociacao determinava que nao haveria reajuste salarial, assim como nao haveria as acoes administrativas disciplinares, alem de formarem uma comissao para determinar a carga horaria dos militares.