Manifestantes acusam Governo do ES de tentar a qualquer custo imputar responsabilidades aos policiais da PMES

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Secretário de Segurança do Espírito Santo André Garcia

Com o auxílio da mídia convencional, governo busca culpar policiais pelos atentados e caos no Espírito Santo

Depois de anunciar na mídia a exclusão de mais 161 policiais militares, que na verdade não passa de abertura de Inquéritos Policiais Militares (IPMs) para apurar condutas e com direito à ampla defesa e contraditório, a mais nova do Secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, é a suposta participação de policiais em atentados contra ônibus no Estado.

Os protestos iniciados pelas esposas de policiais e que já dura 11 dias não perdeu forças, ao contrário do que foi amplamente divulgado pela mídia. Nas redes sociais de policiais e esposas que fazem as manifestações, o movimento continua forte e a afirmação é de que só se encerrará quando o governo sentar para conversar e atender às reivindicações da categoria.

Na verdade, segundo apurado nas redes sociais, o que está acontecendo, para dar à população a sensação e segurança, é que a maioria dos oficiais da corporação foram colocados nos policiamentos diuturnos do estado o que leva a população a crer que tudo voltou a normalidade. São cerca de 850 policiais de um efetivo próximo a 10 mil homens, ou seja, menos de 10% que voltaram as suas atividades normais de policiamento.

GRUPOS POLICIAIS DISCUTEM “OPERAÇÃO LEGALIDADE”

Em um dos grupos de policiais do Espírito Santo a revolta pelas divulgações inverídicas da mídia, principalmente a Rede Gazeta, afiliada da Rede Globo no estado, é intensa. Alguns policiais já afirmaram que se tiverem mesmo que retornar ao trabalho às custas de ameaças e demissões, nada os impedirá de realizarem uma “Operação Legalidade” ao estilo da executada na capital federal, Brasília.

Governador do DF reunido com a cúpula da Segurança Pública.
Governador do DF reunido com a cúpula da Segurança Pública.

Em 2014, a capital da república passou por uma operação da Polícia Militar denominada “Operação Legalidade”, onde não foi decretada uma greve por imposição constitucional, mas os policiais passaram a fazer exatamente o inverso, ou seja, passaram a cumprir somente o que a Lei determinava em relação às atribuições da corporação. O resultado foi uma imediata elevação dos índices de criminalidade e que levou o governador à época, o petista Agnelo Queiroz, a convocar uma reunião emergencial com toda a cúpula da Segurança Pública e determinou ao comandante geral Coronel Anderson Moura o fim da operação imediatamente. Durante a operação os policiais não excediam os limites das vias no atendimento das ocorrências, não preservavam locais de crimes e de acidentes de trânsito (atribuições da PCDF e DETRAN), não abordavam sem fundada suspeita e só saíam dos quartéis com as viaturas em perfeito estado de patrulhamento.

O certo é que mesmo com a presença de homens das Forças Armadas e da Força Nacional, a população ainda não está completamente confortável para sair às ruas. Espera-se que tudo chegue a um consenso e que o estado volte à normalidade.

Estamos acompanhando.

Da redação,

Por Poliglota…