Puxadinho da PF na Secretaria de Segurança Pública e Paz Social? Delegado da PF será o número 2 da Secretaria

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Governador Rollemberg e o Secretário Edval Novaes ao centro. Foto: Toninho Tavares

Definitivamente, parece que o governador Rodrigo Rollemberg decidiu querer mesmo distância dos órgãos de segurança pública do DF.

Depois de anos ser, historicamente, a Subsecretaria de Segurança Pública e Paz Social ocupada por um Militar, o governador deu carta branca ao novo secretário para nomear quem ele bem entendesse aos cargos estratégicos da pasta.

Essa semana o delegado da Polícia Federal (PF) Cristiano Barbosa Sampaio foi nomeado secretário-adjunto de Segurança Pública e Paz Social, em substituição ao Coronel da PMDF Márcio Pereira da Silva pelo Secretário-titular e também delegado, Edval de Oliveira Novaes. Não que isso esteja fora das regras, afinal, todo chefe quer ao seu lado aliados de confiança.

As críticas que se leem nas redes sociais dão conta de que nossa capital já provou que gestão composta de imigrantes não dá certo, vide o exemplo dos secretários anteriores, Artur Trindade e Márcia Alencar, que saíram bastante criticados e desgastados por suas gestões. “Será que Brasília não dispõe de um profissional de segurança pública competente e capacitado para assumir a pasta e colocar a segurança da capital nos eixos?”, questiona a população.

Currículo do Secretário-adjunto

O novo Subsecretário de Segurança e Paz Social Cristiano Barbosa Sampaio

Delegado de Polícia Federal desde 2003, o baiano Cristiano Barbosa Sampaio assumiu em 2013 a Diretoria de Operações da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), do Ministério da Justiça. A diretoria coordena o planejamento das ações de segurança pública dos grandes eventos nos níveis estratégico, tático e operacional. Ela também coordena, em conjunto com a Diretoria de Projetos Especiais, as atividades de treinamento dos servidores envolvidos nos Grandes Eventos.

O diretor de operações da SESGE coordena ainda o planejamento das atividades dos Centros Integrados de Comando e Controle Nacional, Regionais, Setoriais e das Instalações, o Centro de Cooperação Policial Internacional e o Centro Antiterrorismo, que compõem o Sistema Integrado de Comando e Controle Nacional. Também pela SESGE, Cristiano Sampaio atuou como Coordenador Nacional da Operação de Segurança da Copa do Mundo de 2014.

Cristiano Sampaio foi Juiz de Direito no Tribunal de Justiça da Bahia, antes de assumir o cargo de Delegado. Já na Polícia Federal, foi chefe da Delegacia Fazendária e Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado no Pará. Em seguida foi chefe-substituto da Unidade de Repressão aos Crimes Cibernéticos em Brasília e chefe da Delegacia de Combate a Crimes Contra o Patrimônio em Alagoas.

De volta a Bahia foi chefe da Delegacia de Polícia Federal em Ilhéus e Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado. Posteriormente foi Superintendente Regional da Polícia Federal no Maranhão. Durante esse período foi professor de Planejamento Operacional na Academia Nacional de Polícia, onde, junto com o secretário Andrei Rodrigues e outros delegados, foi um dos autores do Manual de Planejamento Operacional da Polícia Federal.

O termômetro nas corporações não está nada bom. Conversamos com alguns integrantes do alto escalão de ambas e a insatisfação é grande. Se de um lado a Polícia Civil luta desde o ano passado por uma valorização salarial que as equipare à Polícia Federal e sendo desprezada pelo governo, na PM a negativa do Governador, da Casa Militar e do Comando da corporação em não cumprir a Lei de progressão funcional dos militares propiciando as promoções a que os policiais fazem jus, desmotivou mais ainda os seus integrantes. Nem mesmo as faixas e cartazes espalhados pelo DF foram suficientes para que as autoridades se sensibilizassem com a situação.

Pelo visto, mais um problema para o frágil governo do Distrito Federal administrar nesses próximos 19 meses de governo. Que a população não seja a mais prejudicada nessa briga de egos. Com 72% de rejeição, Rollemberg terá muito trabalho pela frente.

Da redação,

Por Poliglota…