A má consciência que santifica bandidos

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Tá aí o que está acontecendo no nosso país por conta da inversão de valores que esses órgãos de “direitos dos manos” e a própria justiça estão protagonizando em favor desses marginais, carinhosamente chamados de “vítimas da sociedade”.

Um vídeo propagado nas redes sociais mostra uma sátira, mas séria comparação com o que está se retratando no Brasil. O bandido, coitadinho, passa a ser a vítima e as polícias e policiais, esses sim os defensores institucionais dos cidadãos e responsáveis pela ordem pública, os verdadeiros vilões.

Infelizmente, acabamos sendo reféns da má consciência disfarçada ou de generosidade humanista ou de sociologia da reparação, que ao final acabam beneficiando esses facínoras que matam, assaltam, aleijam, roubam, traficam e trazem a desgraça a milhares de famílias brasileiras. Mas… coitadinhos, são vítimas sociais.

Como disse certa feita Reinaldo Azevedo em um editorial seu, “Origem social não torna ninguém certo ou errado. Mas uma coisa é certa: pobre não é sinônimo de bandido; pobreza não é sinônimo de mau-caratismo; carência não é sinônimo de violência. “Ah, mas tudo isso ajuda…”. Errado também! A bandidagem é que se aproveita da falta de estado nas áreas pobres do país e torna refém a população — majoritariamente composta de pessoas honestas. Existem pobres que não prestam. Existem ricos que não prestam. Existem remediados que não prestam. “Que diferença faz saber isso?” A diferença entre políticas públicas certas e erradas de combate à violência.

Em nenhum país do mundo, a vida humana é tão barata como no Brasil. Em nenhum país do mundo o coro na imprensa em favor de penas menores para bandidos é mais forte e audível do que o de suas vítimas reais ou potenciais. Aprendemos a tratar delinquentes como heróis e já chegamos ao requinte, na campanha do desarmamento, de tratar “pessoas de bem” como bandidas.

Não nos assustemos se a qualquer momento estivermos nos encontrando com nossos algozes pelas ruas. Eles reconhecerão a nossa cara, a universal cara das vítimas. Mas nós estaremos impedidos de reconhecê-los.

É a realidade.

Veja o vídeo:

Da redação, com citação Reinaldo Azevedo (Veja.abril.com)

Por Poliglota…

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