E as campanhas já começaram. Internet é o espaço, mas facilita falsas acusações.

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Brasília, não diferente das demais metrópoles, já iniciou seu processo eleitoral através de campanhas que, aparentemente disfarçadas, estão em plena execução.

Como era de se esperar, desde 2014 que sabíamos que a internet seria o maior espaço livre para essas campanhas na próxima eleição. A resposta está aí. O fato de termos mais de 70% de brasileiros com acesso a ela, a tendência é que seja um dos fatores preponderantes nas escolhas de candidatos aos cargos eletivos do ano que vem, de deputados federais e distritais a presidente da república.

No entanto, da mesma forma que será uma ferramenta com grande poder de influência, será também motivo de acusações irresponsáveis. E a guerra já começou, basta dar uma passadinha nos milhares, quiçá milhões, de grupos de discussões como o WhatsApp. Nesses grupos não há comprovações de praticamente nada e o que vale são as opiniões diversificadas, acusações e linchamentos políticos de parlamentares ainda em efetivo exercício e pre-candidatos que sonham com uma cadeira no parlamento.

Os “Fakes” (perfil falso) e “Trolls (alguém que tenta baixar o nível da discussão) já estão em pleno vapor. Não resta a menor dúvida de que serão utilizados à exaustão. Se por um lado as campanhas pela internet podem contribuir, e muito, pela democratização do processo eleitoral, pode também ser um fator preocupante em deixar as campanhas mais sujas. A boa notícia é que o Marco Civil da Internet já tem ferramentas para identificar e punir os donos de perfis falsos.

Outra ferramenta comumente usada é a famosa “Enquete”. Já estamos assistindo as inúmeras que estão sendo espalhadas pelas redes sociais como forma de levar o eleitor a tender por suas escolhas. Uma forma fácil de iludir o povo, pois sequer sabem quais critérios foram utilizados para a seleção dos candidatos, não vislumbrando o que se exige num pleito eleitoral. Geralmente é utilizada por quem está com receio do próximo pleito e sob risco de não obter votos lança mão dessa prática tão manjada, cansativa e que já demonstrou não ter nenhuma credibilidade, na prática, para a escolha do candidato.

Por outro lado, ex-candidatos e pre-candidatos novos que surgem a cada dia tentam buscar no conservadorismo estudos para suas campanhas eleitorais. Alguns sequer confirmam suas candidaturas procurando fazer um trabalho de base, silencioso e criterioso na sua base eleitoral. Já outros imaginam ter em seus cabos eleitorais e suas classes verdadeiros potenciais capazes de leva-los à vitória, sem se preocupar com as articulações políticas, tais como o partido pelo qual concorrerão. É inevitável fugir à regra de que a tendência para as próximas eleições seja o fortalecimento dos partidos de direita (PMDB, DEM, PSDB, PR e PSD) e os do chamado Centrão (PP, PTB e PSC) que já divulgaram uma nota em que manifestam “absoluto e irrestrito compromisso e apoio às ações do governo”.

Após as votações do último dia 2, onde a Câmara rejeitou que as investigações contra o presidente Temer apresentadas pelo Procurador-geral da República Rodrigo Janot seguissem adiante, as críticas aos parlamentares acentuaram nas redes sociais. No entanto, não se pode desprezar que Temer saiu fortalecido do episódio e junto com ele todos os partidos e deputados da base de sustentação. Com isso, é importante que os pretensos candidatos tenham muita prudência nas suas pré-campanhas nas redes sociais sob risco de terem as portas fechadas numa eventual filiação partidária. E isso, no atual alcance que tem a internet, são ações fáceis de serem identificadas pelos partidos e seus representantes.

Resta-nos, como cidadãos e eleitores, aguardar os acontecimentos e torcer para que o propósito alegado pelo governo de que a recomposição do país é a prioridade seja efetivamente concretizada. O Brasil agradeceria!

Quem viver, verá!

Da redação,

Por Poliglota…