Racha no PSB-DF. Ex-presidente da sigla monta dossiê contra Rollemberg

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TV GLOBO/REPRODUÇÃO

A prestação de contas do PSB-DF deve expor um racha na legenda. A menos de um ano das eleições de 2018, antigas lideranças do partido começam a sacar suas armas em direção aos caciques da agremiação. Preterido por Rollemberg em 2016, o ex-presidente da sigla Antônio Fúcio de Mendonça Neto produziu um dossiê em que assegura ter denúncias comprometedoras contra o governador e o secretário das Cidades, Marcos Dantas.

O material traz relatos de que o partido teria favorecido Rollemberg com uso indevido de R$ 300 mil do Fundo Partidário. O recurso, acusa Fúcio, foi usado para bancar a manutenção superfaturada de sites pessoais do chefe do Executivo local.

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A delação de Fúcio foi protocolada na Procuradoria Regional Eleitoral do DF, que, por sua vez, encaminhou para o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). A Corte recebeu a papelada, mas não tem prazo para analisá-la.

Fúcio acumulava prestígio no início da gestão Rollemberg, tanto que chegou a ser indicado para ocupar a direção-geral do Departamento de Trânsito (Detran). Mas, antes de ser empossado, veio à tona uma denúncia de que acumulava 50 multas e devia R$ 6,3 mil justamente ao órgão que passaria a comandar. Constrangido, desistiu de assumir o posto.

Em outubro de 2015, ele assumiu a presidência do PSB-DF no lugar de Marcos Dantas, que pediu afastamento para comandar, à época, a Secretaria de Mobilidade. Menos de um ano depois, entregou o cargo sob o argumento de que Rollemberg e o partido estariam em descompasso.

Desde então, o clima de tranquilidade passa longe da sigla. Na eleição para a nova executiva regional, em setembro deste ano, alguns militantes denunciaram manobras envolvendo o agora terceiro vice-presidente Marcos Dantas e o governador Rodrigo Rollemberg para elegerem presidente Tiago Coelho, que faz parte do grupo dos dois. Dantas, contudo, diz que a escolha foi consensual.

Por e-mail, o PSB-DF negou as denúncias de Fúcio e ressaltou que as contas do partido foram aprovadas pelo TRE-DF. A assessoria de comunicação do GDF informou que o assunto não é de governo e deve ser tratado exclusivamente pela legenda.

Fonte: Metropoles.com