Ministro da Justiça, Torquato Jardim, diz que Comando da PM está “acertado” com o crime organizado

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Uma declaração, no mínimo, estarrecedora foi feita pelo Ministro da Justiça Torquato Jardim acerca da segurança pública do Rio de Janeiro. Cabe a Bancada da Segurança Pública na Câmara Federal levar esse tema ao extremo. São acusações seríssimas.

O ministro não teve papas na língua e foi direto ao tema, afirmando que tanto o governador Luiz Fernando Pezão como o secretário de segurança pública Roberto Sá não tem controle sobre a Polícia Militar do Estado. Da mesma forma, não poupou o comandando da PM dizendo que o comando da PM no Rio decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado no Rio.

As declarações foram feitas durante o encontro de vários governadores na capital do Acre, Rio Branco. Segundo o ministro, na avaliação ele o assassinato do tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, que comandava o 3º Batalhão da PM carioca, no bairro do Méier, não foi resultado de um assalto. Mas sim um “acerto de contas”, e disso ele está convencido.

Para o ministro, nenhum maluco daria dezenas de tiros num comandante de um batalhão militar à paisana, acompanhado de um homem de sua confiança e num veículo descaracterizado. Essa informação pode ter chegado a quem tinha o interesse de executar a ação.

Torquato ainda afirma que no estado do Rio existe uma mudança drástica já percebida no que diz respeito ao perfil da criminalidade. Milícias estão se sobressaindo e tomando conta do narcotráfico, já que os grandes chefões do crime organizado estão presos e espalhados pelo Brasil em presídios federais. Com isso, o crime organizado toma características horizontais, abandonando a prática outrora usada verticalmente, tornando-se muito mais difícil de controlar.

Essa horizontalização do crime, na opinião do ministro, acaba dando poderes aos capitães e tenentes da PM e a partir daí entram os comandantes com suas influências, pois não existe um chefão que controle tudo, mas sim cada um cuidando de seu pedaço. Para o ministro, não resta a menor dúvida de que os comandantes de batalhões são sócios do crime organizado.

Para finalizar, Torquato afirmou que jé teve várias conversas, até duríssimas, com o governador e o secretário na presença de Raul Jungmann (ministro da Defesa) e o Sérgio Etchegoyen (chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência), sem muito êxito, ao que parece. O Rio não tem comando, e algo só mudará com um novo governo em 2019, fecha o ministro.

Da redação com informações do UOL / Foto UOL

Por Poliglota…