Resultado do concurso da PM no DF é suspenso por apuração de fraudes

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Tribunal de Contas determina apuração em suspeita de fraude no concurso da PM

Tribunal de Contas pediu que lista só seja divulgada após análise de cláusulas do cadastro reserva; edital prevê 150 vagas. Órgão apura se candidata fez redação no local errado do gabarito.

Tribunal de Contas determina apuração em suspeita de fraude no concurso da PM

O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou que a Polícia Militar não divulgue, por enquanto, o resultado definitivo do último concurso para oficiais da corporação. A decisão foi tomada após suspeitas de fraudes no certame. O comando da PM informou que não haverá a homologação do concurso até que o caso seja esclarecido.

Segundo o tribunal, o resultado do concurso deverá ser apresentado somente depois da análise das cláusulas sobre a formação do cadastro reserva. No processo, o órgão pede explicação sobre quais foram os critérios usados para estabelecer a quantidade de vagas desse cadastro.

O certame ocorreu em março deste ano e foram oferecidas 50 vagas, além de outras 150 para o cadastro reserva. O salário inicial para a categoria é de R$ 5,2 mil.

Redação em local errado

Nessa mesma decisão, o Tribunal de Contas também questionou como uma candidata que escreveu a redação no local errado do gabarito foi aprovada no concurso entre os dez primeiros lugares, conforme o resultado preliminar.

O órgão deu prazo de dez dias para a Polícia Militar e o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) – responsável por aplicar a prova – se manifestarem sobre a denúncia.

De acordo com o Tribunal de Contas, a banca examinadora considerou regular o que a candidata fez, “embora, a priori, possa configurar marca identificadora”.

No edital do certame consta a regra que “será desconsiderado, para efeito de avaliação, qualquer fragmento de texto que for escrito fora do local apropriado ou que ultrapassar a extensão máxima permitida”.

“A folha de texto definitivo da prova discursiva não poderá ser assinada ou rubricada, nem conter, em outro local que não o apropriado, qualquer palavra ou marca que a identifique, sob pena de anulação da prova discursiva do candidato. Assim, a detecção de qualquer marca identificadora no espaço destinado à transcrição de texto definitivo acarretará a anulação da prova do candidato.”

Em nota, o Iades afirmou que, apesar de ainda não ter sido notificado pelo Tribunal de Contas, já apresentou à PM todas as informações sobre essa questão e que aceitou a redação da candidata levando em consideração o “princípio jurídico da razoabilidade”.

Veja o vídeo aqui no G1 DF.

Fonte: G1-DF