PMDF – Deus não socorre a quem dorme

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Enquanto um pequeno grupo das “trocentas” associações de classe e lideranças independentes existentes na Polícia Militar se preocupam em divulgar “fotinhas e conversinhas” de gabinetes com interlocutores do governo, que não tem o mínimo interesse de resolver os problemas das classes militares e assumir paternidade de eventos que não lhes pertence, a Polícia Civil, através de articulações políticas com parlamentares da Câmara Legislativa vão caminhando em busca da valorização de seus policiais.

O ano eleitoral bate a porta e um plebiscito interno para escolha dos candidatos dentro das casernas cada dia se torna mais complicado e praticamente impossível, já que a imaturidade política e o excesso de vaidades continuam imperando e sendo barreira para uma possível representação da classe nos parlamentos para as próximas eleições. Grupos de pré-candidatos e seus fiéis cabos eleitorais resolveram emplacar uma campanha de união e consenso dentro da corporação, mas o interessante é que, por incrível que pareça, a tão esperada união gira em torno de um só nome, sendo que os demais estão alijados do processo. Realmente não dá para entender.

Segundo comentários nas redes sociais inerentes às classes, “o pior disso tudo é ver muitos desses cabos eleitorais ao invés de buscar convencer aos demais que seu candidato tem condições de disputar as eleições do ano que vem, eles fazem justamente o contrário, criando ou aumentando a antipatia do seu pré-candidato perante os eleitores já que não existe unanimidade nas categorias. O problema não é tanto os pré-candidatos, mas seus cabos eleitoraIs”, dizia um comentário.

Aumento para policiais civis

Além de organizados politicamente quando o assunto é o interesse da classe, uma notícia surgida semana passada de que o próprio governador se encarregou de procurar o Ministério do Planejamento para articular o possível reajuste dos policiais civis abalou as classes militares. A propósito, não seria nada elegante ao governador em ano praticamente eleitoral beneficiar uns em detrimento de outros, principalmente do mesmo segmento. Mas como se trata de Rolemberg, ele sempre paga para ver.

Pela proposta, articulada pelo Líder do governo na Câmara Legislativa, o deputado Agaciel Maia (PR), os policiais civis receberiam um aumento imediato de 14% nos contracheques e em contrapartida ampliariam em uma hora a carga horária trabalhada.

SINPOL, exemplo de união e dedicação

A luta do Sinpol-DF (Sindicato dos policiais civis) é digna de louvor, pois em nenhum momento desistiram de seus propósitos. Mesmo com as pressões do governo e do Ministério Público, que inclusive intimou o Diretor da Polícia Civil, Eric Seba, a informar se o SINPOL e o SINDEPO (Sindicato dos Delegados) descumpriu a liminar de suspensão das atividades da Polícia Civil e, em caso afirmativo, se foi determinado o desconto dos dias parados dos servidores, continuaram em frente.

Enquanto isso, os integrantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros vão amargando o abandono e a falta de interação entre as pseudos-representações que, diga-se de passagem, não têm a confiança das categorias, sejam elas associações ou lideranças. Nem mesmo o encaminhamento de uma Medida Provisória à Casa Civil da Presidência da República que trouxe alterações na Lei 12.086/09 foi capaz de motivar e trazer a confiança de volta às categorias. Tudo acertado nos bastidores comenta-se nas redes sociais.

É aguardar e ver para que rumo essas águas irão tomar. Uma coisa é consenso dentro das casernas: Do jeito que está não dá para ficar!

Da Redação,

Por Poliglota…