Presos fazem nova rebelião em presídio de Aparecida de Goiânia (GO)

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DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

Este é o segundo motim registrado na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto em menos de quatro dias

Presos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO) iniciaram, na noite desta quinta-feira (4/1), uma nova rebelião. Este é o segundo motim registrado na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto em menos de quatro dias. No primeiro confronto, registrado na segunda-feira (1º/1), nove pessoas morreram e 14 ficaram feridas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais, do Choque e do Grupo de Radiopatrulha Aérea foram enviadas ao local para tentar controlar a revolta.

Segundo autoridades do governo de Goiás, a tentativa de rebelião foi controlada pelas forças de segurança – o movimento já estava debelado por volta das 21h20 – e não houve reféns, feridos ou mortos durante o motim.

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Primeira rebelião

O primeiro motim em Aparecida de Goiânia ocorreu na tarde de 1º de janeiro deste ano. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás (SSPAP-GO), presos do bloco C invadiram os blocos A, B e D. A motivação dos ataques seria uma rixa entre grupos criminosos. Nove detentos morreram carbonizados – deles, dois foram decapitados –, 14 ficaram feridos e mais de 80 continuam foragidos.

A insurreição ocorreu exatamente um ano após a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. Na ocasião, mais de 60 detentos foram executados em um confronto entre as facções PCC e Família do Norte. O episódio deu início a uma crise penitenciária nacional, que culminou em rebeliões em Roraima e no Rio Grande do Norte, conforme o Metrópoles mostrou na reportagem especial “As faces das chacinas no cárcere”.

Também no primeiro dia de 2018, as autoridades de Goiás registraram início de revoltas em outras duas cidades do estado: Santa Helena e Rio Verde. Na terça-feira (2/1), dois servidores do sistema penitenciário foram assassinados a tiros em Anápolis (GO).

O Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal de Goiás (Sinsep-GO) chegou a alertar sobre a possibilidade de novos motins em outras unidades prisionais da região. Entre os presídios em risco, segundo a entidade, dois estão no Entorno do DF: o de Luziânia (GO) e o do Novo Gama (GO).

Fonte: Metropoles.com