Deputado petista defende Lula e recebe resposta serena de magistrado mineiro

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Lula e o deputado Reginaldo Lopes (PT)

O deputado Reginaldo Lopes, do PT mineiro, ocupou espaco do “isento”, “imparcial” e “não-partidário” Brasil 247, para destilar sua releitura politica dos fatos e para incentivar doutrinados a se mobilizarem em favor do idealizador e chefe da maior organização criminosa já instalada no Governo brasileiro, responsável pelo maior caso de corrupção da História da Humanidade…

https://www.brasil247.com/pt/colunistas/reginaldolopes/334683/Lutar-por-Lula-%C3%A9-lutar-pela-democracia-e-pelo-estado-de-direito.htm

Recebeu a seguinte serena resposta, de um magistrado mineiro…

Exmo. Senhor Deputado Reginaldo Lopes, em que pese o profundo respeito que tenho pela atuação parlamentar de V. Exa., não é hora de lutar para salvar pessoas, mas, sim, o País, atolado no caos econômico, na recessão, no desemprego, na violência e na vergonha internacional, onde agentes políticos e públicos protagonizam o maior caso de corrupção de que se tem notícia na História da Humanidade.

Quero, como tantos outros brasileiros com capacidade de discernimento e compreensão, que se faça justiça!!! Que todos aqueles que se apropriaram de recursos públicos paguem por tão grave crime, além de devolverem o que indevida e criminosamente levaram, privando o cidadão de saúde, educação, segurança, infraestrutura, dentre outros. Todos, indistintamente, como republicanamente deve ocorrer, sejam do PT, do PMDB, do PSDB, do PP, do PR ou de qualquer outro partido político, devem responder pelos crimes cometidos. Lugar de ladrão é na cadeia!!!

Lula foi denunciado, processado, julgado e condenado no primeiro processo, sob a égide dos princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa.

Sou juiz de Primeira Instância, ou de piso, como gostam de dizer. Juiz de carreira, com muito orgulho! Submetido, como em todos os concursos públicos para membros da Magistratura e do Ministério Público, a provas de conhecimento de elevadíssimo nível de dificuldade, além de exames psicológicos e de rigorosa investigação social. Aqui, não há princípio de presunção de inocência, não, senhor Deputado. Qualquer “derrapada” na vida social tira o candidato do certame. Não somos escolhidos por agentes políticos. Somos independentes, como manda a Constituição.

A Magistratura e o Ministério Público brasileiros, a que me refiro, merecem, pois, absoluto respeito! Desta forma, falar em “golpe” e envolver o Judiciário nesta trama é, no mínimo, menosprezar a inteligência das pessoas.

Causa-me total estranheza ver V. Exa. se referir às “elites” como posto em seu texto. Afinal, o PT se aliou a estas mesmas “elites”, para alcançar o poder. Foram integrantes da ala da “elite” mais elevada deste país que proporcionaram o desvio de dinheiro público em benefício não só do partido, mas daqueles que já estão condenados ou sendo processado. Basta verificar as doações para campanhas eleitorais passadas.

Então, a “elite” que abastece de recursos é a mesma elite “golpista”? Não há uma gritante incoerência na sua proposição? Não há uma incoerência ideológica por parte daqueles agentes políticos e públicos já condenados ou processados, que pregam distribuição de renda, mas se enriquecem às custas do trabalho alheio das “elites”, através do achaque? Este comportamento é moralmente aceitável?

Para mim, isso tem uma definição: bandidagem!

Desculpe-me pela franqueza, senhor Deputado, mas Lula, assim como aqueles que já estão condenados e aqueles que estão sendo processados, não estão nem aí para o Estado Democrático! De fato, querem poder. Só poder. Poder eterno, sobre tudo e sobre todos. E poder a todo custo é sinônimo de tirania!

Basta! Basta! Basta!

Quem conhece realmente História sabe muito bem que muitos dos criminosos anistiados do passado não praticaram ações violentas em nome de Democracia, mas para imporem o regime que entendiam ideologicamente adequado. Seria uma ditadura! Igualmente ditadura! Nada diferente daquela que tivemos!

Ainda que compreenda seu alinhamento político-partidário, senhor Deputado, não se permita, em homenagem à sua história de vida, descer ao nível da excrescência das mentiras deslavadas, como as protagonizadas publicamente pelo ex-presidente Lula e tantos outros, desprovidos de dignidade e de decoro, sustentando o insustentável.

Desejo ao senhor e à sua família um Ano Novo abençoado. E que sua luta seja, de fato, pelo povo e não por pessoas!

**O magistrado não se identificou nominalmente