Defensor Público faz desabafo após execução e delegado no Rio de Janeiro

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Delegado Fábio Monteiro, brutalmente executado no RJ

A execução do Delegado de Polícia Civil, Fábio Monteiro, levou um Defensor Público a um desabafo emocionado nas redes sociais. O corpo do delegado Fábio Monteiro na foi encontrado na mala de um carro na comunidade do Jacarezinho, zona norte do Rio, nesta sexta-feira (12). De acordo com testemunhas, suspeitos abandonaram o carro e fugiram em direção às favelas do Arará e do Jacarezinho.

DESABAFO

Defensor Kleber Melo

“Bom dia!! Vamos trabalhar!!!!”

Sim, Fábio, mas até quando????

Hoje o Delegado de Polícia e professor Fábio Monteiro foi executado no RJ. Mais um dia com uma notícia muito tristes, dessas que nós, do RJ, já estamos, infelizmente acostumados a receber.

Fábio foi meu aluno. E depois me deu a alegria de vê-lo dividindo a sala de aula e o Direito Penal comigo.

 Aluno esforçado (eu sei o quanto ele estudou), policial dedicado, professor e pai de dois bebês.

“Bom dia!! Vamos trabalhar!!!!”  foi a sua última postagem em uma rede social antes da sua morte.

E a pergunta é: até quando? Até quando vamos trabalhar nessas condições? 

Eu, que sou um grande entusiasta da Polícia, me pergunto até quando os policiais do RJ irão trabalhar nessas condições?

Sem contar o enorme número de policiais militares que também são mortos no RJ.

Mataram um Delegado de Polícia. Sim. Mas isso vai muito além da morte de um agente de segurança pública. Sinto-me agredido também quando um policial morre.

Somos agentes do Estado, nós fazemos as Instituições, sejam elas quais forem e, portanto, a morte de um policial acaba por atingir indiretamente os agentes públicos de todas as Instituições, porque demonstra a falta de força do Estado na manutenção da ordem.

Até quando um policial vai ter que suportar trabalhar sem a mínima condição e estrutura no Estado do RJ, correndo risco iminente de morte só pela condição de policial, tendo que fazer o impossível, um esforço hercúleo para conseguir trabalhar sem sequer ter recebido o décimo terceiro do ano de 2016…???

Tempos difíceis? Esses tempos já passaram. Estamos vivendo tempos impossíveis…

Vamos trabalhar sim, Fábio, mas até quando…?

Da redação com informações via Whatsaap,

Por Poliglota…