Assassinato de policial: Até quando senhores legisladores?

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Por Poliglota…

Quando um companheiro de farda se vai, não importa de que unidade da federação ele tenha sido, uma parte de nós também se vai. Toda vez que tenho a notícia da morte de um agente encarregado da aplicação da lei no cumprimento do dever, sinto uma dor enorme no coração, similar à que sentiria se estivesse perdendo um filho ou um irmão de sangue.

O assassinato de um policial deve ser tratado com o máximo rigor pelos órgãos de apuração, de acusação e, principalmente, pelo Poder Judiciário. Isso não quer dizer que a vida de um policial é mais valiosa do que a de outra pessoa qualquer, mas convenhamos que ao escolhermos ser policial assumimos um papel social de relevância, tornando-se uma parte do Estado, que nele se humaniza.

Quando o marginal, o criminoso, o delinquente ataca um policial ao ponto de lhe ceifar a vida, o Estado é violentado também!

Gostamos tanto de copiar os outros países, né verdade? Que tal copiarmos países desenvolvidos onde o assassinato de policiais é tratado como terrorismo? Que tal nossos governantes começarem a condecorar o policial por atos heroicos onde a defesa da sociedade era o principal objetivo? Que tal os “direitos humanos” começarem a se preocupar com os “Humanos Direitos”?

Descanse em paz Sd Lourenço. Deus cuidará de sua pequena Júlia!

“Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé” (Apóstolo Paulo)

Relato de um CMT de Companhia da PMSP, sobre o companheiro de farda morto essa madrugada em defesa da sociedade.

São Paulo, 24 de Fevereiro de 2018.

“Mais um pobre morreu na favela.

Mas desta vez, a favela esta em paz, como se nada tivesse acontecido, não colocarão fogo em ônibus, não colocarão faixas de homenagem, nem haverá protesto, as entidades de direitos humanos não irão à mídia e de forma acalorada cobrar por justiça, é como se nada tivesse acontecido.
Pouco importa que a filha de sete anos deste pobre rapaz pobre não verá mais o pai, pouco importa o choro da esposa deste pobre rapaz pobre, pouco importa o coração partido dos amigos deste pobre rapaz pobre, é como se nada tivesse acontecido.

O padre não sairá de sua capela para convocar o povo para fechar a avenida em forma de luto, não haverá passeata com faixas e cartazes, não haverá cobertura da imprensa nem comoção popular, é como se nada tivesse acontecido.

Mas este pobre que morreu na favela estava ali para defender a sociedade que não se comove com sua morte, ao contrário, ri sarcasticamente diante da tragédia, este pobre rapaz pobre é mais um Policial Militar, que como um cão pastor, deu sua vida defendendo um rebanho de ovelhas indefesas dos lobos que permeiam as vielas da favela.

Mais um herói que tomba diante de nós, descanse em paz Soldado PM Lourenço, aliste-se no exercito celestial onde os bons se encontrarão um dia, enquanto isso continuamos aqui o combate, defendendo os justos e esperando que aqueles que defendemos todos os dias não se acomodem com fatos como esse e parem de agir como se nada tivesse acontecido.”

CAP PM FERNANDO FERREIRA ALVES

COMANDANTE DE COMPANHIA

Informações via facebook