PMDF indefinida para os pleitos de 2018. Como andam os candidatos em busca de partidos?

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Há anos venho analisando o cenário político dentro da PMDF, aqui no Blog Policiamento Inteligente, o que não faltam são análises das últimas eleições.

Sempre afirmei que a coligação é o primeiro passo para um candidato ter chance na eleição. Fazer parte de uma nominata que não tem chances de atingir a votação mínima (coeficiente) eleitoral é o primeiro passo para o fracasso. Vimos isso na eleição passada com os candidatos da PMDF que fizeram parte das nominatas do DEM, PSD e PPS. Outros não tiveram chances porque as nominatas do partido eram muito “pesadas”, por exemplo, Hermeto e Guarda Jânio.

O PMDB à época fez três deputados: Robério Negreiros, Rafael Prudente e Wellington Luiz, naquela época Hermeto ficou em primeiro suplente, assim como o Guarda Jânio, já que o PRTB elegeu dois deputados: Liliane Roriz e Juarezão. Dos demais, o que esteve mais próximo de ser eleito, foi o Tenente Poliglota, pois foi o mais votado do DEM, mas o partido não obteve a votação mínima necessária.

O Portal Metrópoles em sua matéria: “Troca-troca: 37% dos deputados distritais devem usar janela partidária” chamou minha atenção novamente para o tema.

O interessante é ver que até deputados consolidados estão fugindo de partidos onde algumas “lideranças” da PMDF estão filiados acreditando que podem ser eleitos. Em breve, durante 30 dias, os parlamentares poderão trocar de agremiação sem o risco de perder o mandato. Segundo a legislação eleitoral, a cadeira parlamentar conquistada nas eleições pertence ao partido político pelo qual o cidadão se elegeu.

Atualmente dois parlamentares estão sem partido e precisam urgentemente de uma agremiação para poder concorrer nas próximas eleições, são eles: Cláudio Abrantes e Sandra Faraj, expulsa do solidariedade recentemente. Os outros farão apenas mudanças estratégicas para não correr o risco de perder o mandato.

Alguns pontos chamam a atenção e podem enfraquecer algumas nominatas. O PR atualmente conta com dois deputados distritais: Bispo Renato e Agaciel Maia. Segundo o Bispo Renato “se outro candidato com mandato entrar no PR com pretensões de se candidatar a um cargo de deputado distrital” ele não permanecerá.

Observe que até mesmo grandes figuras com mandato estão fugindo da disputa com outros colegas. E o que isso quer dizer? Isso significa que temos 24 deputados e aproximadamente 36 partidos, no final, somente 12 partidos seriam interessantes para os candidatos da PMDF. E quais seriam eles?

Respondo sem pensar muito: aqueles partidos que não têm em seus quadros nem parlamentar eleito e ninguém com potencial de votos acima de 8 mil. Além disso, devem observar se a nominata atual atinge comprovadamente mais de 60 mil somados na última eleição. Simples assim, o jogo funciona desse jeito.

Votando aos deputados distritais, o pré-candidato a reeleição, Rodrigo Delmasso, “assume que está prestes a sair do PODEMOS, caso não seja formado um grupo forte o suficiente para assegurar a quantidade mínima de votos para manter-se na Casa após 2018.”

Voltamos ao que eu disse no tópico acima. O deputado Delmasso afirma já ter sido procurado por agremiações com o PSDB, DEM, PSD e PR. “Se até 7 de março o Podemos não construir uma chapa que tenha condições de eleger um distrital, infelizmente, para não prejudicar o projeto político, não vou permanecer”, ressalta.

A mesma preocupação assombra Lira, candidato eleito pelo PHS, de quem sou suplente. Mais uma vez a preocupação de outro parlamentar é a nominata: “o que me preocupa é a nominata formada pelos candidatos que podem trazer votos para o partido. Estou de olho nisso e seria o único motivo que me faria sair”.

Voltando aos candidatos da PMDF pouco se evoluiu sobre as discussões de irem todos para um mesmo partido. O DEM do deputado Fraga foi implodido, nem ele mesmo deverá ficar por lá. O Avante tem conversado com vários deles, mas os interesses pessoais tem falado mais alto.

Em um breve diagnóstico o que tem se visto é:

Guada Jânio seguirá junto com o Senador Hélio José no PROS;

Hermeto somente permanecerá no MDB se não tiver mais de um concorrente a mesma vaga, já que o MDB deve eleger dois deputados;

Tenente Poliglota não virá candidato e irá desfiliar-se do DEM;

Major Cruz está em dúvida, mas possivelmente não virá candidato;

Ricardo Pato seguirá Laerte Bessa, seu padrinho político e possivelmente continuará no PR, mas negocia com outros partidos;

Airton Miranda estava negociando com o PODEMOS, mas é bom que fique atento já que o próprio deputado Delmasso afirmou que a nominata talvez não atinja o coeficiente eleitora;

Coronel Jooziel possivelmente não virá candidato;

Laiber possivelmente não será candidato;

Clayton do NCP possivelmente não virá candidato;

Coronel Giuliano ainda não conversamos;

Aderivaldo Cardoso depende da legislação eleitoral por causa do curso do CHOAEM, aguarda consulta jurídica, mas não virá a distrital.

Jabá deverá seguir seu padrinho político Bruno Bonetti para o PTB, inclusive já esteve em reunião com Alírio Neto; conforme matéria do Blog Rádio Corredor.

Eliomar Rodrigues deverá seguir junto com o grupo de Jair Bolsonaro para o PSL.

Os demais estão abaixo dos 500 votos e não temos informações. Faltam poucos dias para termos as definições partidárias. Isso facilitará a análise de cenário, pois já teremos uma boa noção sobre os partidos que terão chances de eleição e os que não terão. Lembrando que na última eleição a única renovação foi do deputado Reginaldo Veras. Os demais já faziam parte de grupos políticos e só tiveram a transferência desses votos. Seguimos avante em busca do melhor para a corporação e para a política do DF.

Análise do editor (Blog do Poliglota):

Bom, a análise do amigo Aderivaldo Cardoso não foge às regras do atual cenário político. Se as eleições fossem hoje aqueles que pretendem uma representação política teriam que ter, no mínimo, 6.700 votos para alcançarem seus objetivos. E isso ainda dependeria do Partido que escolhessem para se filiar. A previsão de coeficiente eleitoral supera os 67 mil votos.

Ao contrário dos demais “mortais”, os militares tinham uma prerrogativa a seu favor que era filiar-se com um pouco mais de espaço. No entanto, essas regras foram modificadas pelo TSE e isso vai fazer uma diferença muito grande. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na última terça-feira, que militares que quiserem disputar as eleições deste ano deverão ser afastados do serviço ativo no momento em que registrarem sua candidatura. Bom? Não sabemos ainda, mas aqueles que apenas queriam se afastar do serviço ativo “recebendo” proventos irão se beneficiar e pulverizar votos, com certeza.

Em relação às candidaturas, Aderivaldo não foge muito à regra. Mas bom salientar que algumas alterações oriundas dos bastidores da política ainda não chegaram ao seu conhecimento.

Por exemplo: Essa semana houve uma reunião da bancada do Partido Democratas na residência do deputado federal e presidente do DEM-DF, Alberto Fraga, que foi aconselhado a não sair do Partido em troca de apoio político para seu pleito. Com isso a campanha de seu nome em prol do governo do DF continua em evolução. Uma dobradinha Frejat e Fraga não está descartada.

Poliglota, vice-presidente do DEM-DF, apesar dos inúmeros convites para ser protagonista de projetos majoritários voltados à segurança pública por vários candidatos ao governo do DF (Já que desde o ano passado havia anunciado seu desejo de não vir candidato), ainda não decidiu se sai ou não da legenda Democrata. Segurança pública é sua plataforma à sociedade de Brasília e aquele que tiver projetos voltados para tal com certeza terá um apoio fundamental e influente.

Portanto, o cenário, apesar das constantes cobranças, continua indefinido. Cremos que toda essa ansiedade deverá ser dizimada até o próximo dia 20 de março, período em que muitas nuvens deverão estar em outros céus. Não parece existir, ainda, consenso entre a direita e o que a mídia traduz. O que existe de certeza, até agora, é uma ampla evolução de Jofran Frejat ao governo do DF, mesmo que sozinho.

Neste sábado (24) Frejat participou de um evento influente no conhecido “Senadinho” do Jardim Botânico (que englobas todos os condomínios do Lago Sul e imediações), onde mais uma vez demostrou seu comprometimento com uma governabilidade séria e à altura da população do DF. Frejat, que toca uma campanha midiática praticamente sozinho (mesmo não podendo declarar-se candidato), afirmou que seu compromisso será com o governo aditivo da população do DF.

Vamos aguardar, pois muitas águas ainda deverão rolar por debaixo dessa ponte. (Poliglota)

Com informações do blog http://aderivaldo23.com