Eleições 2018: Todos tem condições

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Por Poliglota…

O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) tem condições, assim como qualquer um dos pretensos pré-candidatos, a alcançar a cadeira número 01 de Brasília. Não resta a menor dúvida de que o cenário está se alterando diariamente e o cerco para definições está apertando.

Sempre afirmei que o deputado, apesar de seu jeitão durão e turrão, tem uma vantagem política sobre muitos que é saber utilizar muito bem o “Efeito Bolt” (larga muito mal, mas dispara como um raio!), vide exemplos nas eleições passadas.

Acontece que os fatos ocorridos na disputa da liderança do partido trouxeram desgastes emocionais e políticos, nesse último, principalmente, devido ao “sinceridismo” dele ao afirmar que votaria em Bolsonaro e seria contrário a Reforma Previdenciária. O preço? Todos sabemos, levando-o até mesmo a cogitar uma possível troca de legenda.

O lançamento da candidatura de Rodrigo Maia como pré-candidato à presidência da república pelo partido, a meu entender, só foi mais um golpe para minar a candidatura de Fraga ao GDF. Por que isso? Ora, é sabido que pelo estatuto do partido é obrigação do parlamentar filiado acompanhar o voto ao candidato da legenda a presidente. Como Fraga vai apoiar Bolsonaro se a legislação o impede/proíbe disso? Se o fizer, pode até mesmo ser expulso do partido.

Consequentemente, apesar de toda sua amizade com Bolsonaro e a declaração do mesmo de apoio a sua candidatura ao GDF, não pode esquecer de que ele, Bolsonaro, precisa de apoio político e costuras sólidas para atingir seu objetivo. Isso é política, simples assim. Aí, parafraseio o que ele falou semana passada em vídeo desmentindo notícias de sua desistência ao Buriti: “Não sei com que propósito estão fazendo isso com ele, um parlamentar de experiência, respeito e credibilidade dentro do congresso e do partido”.

Bom, aí vem a questão do General Paulo Chagas. Muitos duvidam que o o General Paulo Chagas tenha musculatura política e experiência suficiente para uma corrida ao Buriti. Mas o eleitor, que está vivendo uma fase de exigir mudança na canoa do “Politicamente Correto” a qualquer custo, não quer saber disso. Bolsonaro está disparado nas pesquisas nacionais e tem um forte apoio dentro de Brasília. Portanto, apoiar o General, mesmo ele sem densidade eleitoral e expressão política, pode ser uma opção sem perdas significativas, pois até mesmo sem palanque Bolsonaro tem garantia de votos em Brasília. Quanto a apoiar outro candidato que não seja Fraga tenho minhas dúvidas.

A criação de uma “terceira via” no último final de semana é outro fator a ser observado. Pela maneira que foi criada, os bastidores se movimentam criticando que essa foi uma intenção nítida de isolar o atual líder das pesquisas de opinião pública, Jofran Frejat (PR). O problema é que as pesquisas refletem a vontade popular e contra essa não há argumentos. A consolidação dessa terceira via pode selar, definitivamente, o acordo firmado pela direita no ano passado, apesar de Frejat afirmar constantemente aos meios de comunicação e redes sociais de que o acordo está sendo cumprido por parte dele de que aquele que estivesse melhor posicionado seria o escolhido.

Concordo que o deputado tenha que aguardar determinadas situações para a tomada de decisão, porém, esse período não pode se exceder muito, até porque, como citei acima, os cenários estão se modificando diariamente num processo aceleradíssimo. Por vivermos diariamente os bastidores da política através do jornalismo, em contato quase que diariamente com todos os pretensos candidatos e informado de determinadas conjecturas, a linha que estão utilizando de que até 7 de julho muita coisa vai mudar é uma linha tênue. A vontade do povo pode exigir definições imediatas e é isso que precisa, também, ser levado em consideração.

Quem demorar demais pode ficar pelo meio do caminho!