Nenhum assassinato deve ter ideologia nem cor. É de proteger a vida que se trata e ponto final.

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Por Poliglota…

Nada pior do que começar o dia com notícias alarmantes, tristes, terríveis. Mas são os ossos do ofício daqueles que se preocupam em levar a informação, os fatos, assim como eles acontecem.

Tenho aversão por escrever sobre suicídios e crimes hediondos. Muitos jornalistas e meios de comunicação acham ser perigoso. Eu já acho que depende da maneira como é feito. Omitir elementos e detalhes que de alguma maneira possa despertar sentimentos de compaixão já é um bom caminho, até porque atos dessa natureza não podem servir como processo imitativo. Por essa razão devemos tratar qualquer notícia ou reflexão dessa natureza sem nenhum tipo de sensacionalismo.

Brasília acordou de luto, ou melhor, a Polícia Militar do Distrito Federal. Só ontem (21/03) dois policiais militares da corporação cometeram suicídio. Uma tenente e um sargento da ROTAM.

A pergunta que não se cala nas redes sociais é: “Quantos mais terão de cometer suicídio a fim de que os órgãos de segurança pública passem por uma reengenharia efetiva no campo da gestão de pessoas?”.

Na onda das opiniões encontradas nas redes sociais diante de tanta indignação e tristeza, uma me chamou a atenção: “Penso que essa onda de suicídios é o momento prévio ao que imagino como: o próximo passo. A saber, SE esses suicídios tiverem forte parcela de movimentos opressivos (somente um estudo sério, corajoso e imparcial pode identificar), penso que o próximo passo é o oprimido chegar a seguinte conclusão: “ao invés de tirar a própria vida, melhor ainda será tirar a vida do meu opressor”. É o que imagino ser o próximo passo. Por isso, caso essa tese esteja correta, penso que a atitude mais inteligente dos gestores é promover, em caráter de urgência, a sugerida reengenharia efetiva na gestão de pessoas … Seria uma questão de salvar a vida, nesta suposta tese, do oprimido e do opressor”, Grifo nosso.

Nesse quesito, paro por aqui!

Essa semana, com a comoção nacional e internacional pelo covarde e bárbaro assassinato da veradora do PSOL Marielle Franco, as opiniões se divergiram nas redes sociais e na grande mídia. Mas no fundo o que é preciso se fazer entender é que “Nenhum assassinato deve ter ideologia nem cor. É de proteger a vida que se trata e ponto final”, frase muito bem dita em vídeo (abaixo) pelo pré-candidato ao senado por Brasília, o advogado Paulo Roque (NOVO). Ao condenar o ato e ao mesmo tempo criticar os brutais assassinatos de policiais, nada diferente do cometido contra a vereadora, Paulo foi alvo de críticas ferrenhas da esquerda brasileira. Ora, vidas são vidas e a frase acima sintetiza tudo.

Da mesma forma, um inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro recorreu às redes sociais para, num relato onde se mistura indignação e compaixão, clamar por justiça. Em sua postagem ele relata: “Policial Militar agonizando atrás de uma geladeira, após tomar um tiro de fuzil em uma emboscada na favela da Rocinha, esperando ser resgatado, porém a morte chegou primeiro, não teve direito a 8 equipes da Divisão de Homicídios, não terá direito a 6 promotores exclusivos, não terá pronunciamento por parte da OAB, UN, Direitos Humanos, Judiciário, Políticos, Impressa e Sociedade, não  terá mais que 2 minutos na reportagem. Ontem 21/03/2018, foram mortos três Policiais Militares em combate”, grifo nosso.

Brasil, você precisa acordar…e mudar!