Quem vai gritar “CAROLINE PRESENTE!” pela policial morta de joelhos?

0
865654
PMs de Santa Catarina foram assaltados em Natal e baleados. Caroline Pletsch não resistiu ao ferimento (Foto: Arquivo pessoal)

A policial Caroline Plescht exibia uma beleza europeia, quase eslava. Era uma linda mulher de 32 anos em celebração do amor com o marido, o sargento da Polícia Militar Marcos Paulo Cruz, 43 anos.

Os dois eram trabalhadores, serviam à PM de Santa Catarina (SC-Chapecó) e escolheram espartano programa de viagens, ficando em pousadas no Litoral Norte potiguar, certamente atraído por comerciais de dunas e mares inspiradores.

Em texto publicado nas redes sociais, o batalhão onde a policial prestou serviços durante cerca de quatro anos fez diversos elogios a sua conduta profissional: “Carol era versátil, guerreira e não media esforços para sorrir e nem para bem servir”. Em outro trecho, a PM ressalta que a ficha da soldado tinha 13 elogios por bons serviços prestados e quatro elogios por ocorrências com dedicação acima da média.

Os dois não ocupavam hotel de luxo, faziam turismo de apaixonados e certamente deixaram de ser informados que o Rio Grande do Norte é o campeão brasileiro de assassinatos.

E que polícia – pela falta de respeito a partir do poder público – virou caça.

Numa pizzaria simples, reconhecidos por marginais, foram baleados.

Caroline foi atingida no peito e morreu. O marido, também alvejado, resiste no Hospital Walfredo Gurgel, outra sucursal do inferno imposto pelo Governo do Estado.

Antes de consumado o crime, Marcos e Caroline foram obrigados a ficar de joelhos, um sinal de humilhação e escárnio da bandidagem, que domina as ações mesmo com os esforços dos seus bravos e destemidos policiais, em desvantagem material.

Um símbolo trevoso do bem subjugado.

Ajoelhado e indefeso.

Ajoelharam Marcos e Caroline para dizimá-los.

Conseguiram matá-la.

Ajoelhemo-nos todos, em respeito ao seu sacrifício e na fé em Deus, o único capaz de nos salvar.

Quando sai a passeata: “Caroline Presente?”

Ela era ou não uma trabalhadora?

Hipócritas…

Fonte: Texto escrito nas redes sociais por Rubens Lemos / atualização