Eleições 2018: Oficiais e Praças da PMDF se convergem em busca de uma representação

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Esse "Cabo de Guerra" só pode ter um lado: O COLETIVO

Por Poliglota…

“Água e Óleo não se misturam”! Essa frase é uma constante que temos ouvidos durante décadas dentro das instituições militares do DF, quiçá, do país. Porém, uma coisa é inegável: Ambos são importantíssimos para o equilíbrio do ecossistema (rsrsrs).

Fazendo uma analogia e pensando no fator de que, de alguma forma, todos os seres vivos de um ecossistema dependem uns dos outros, oficiais da Polícia Militar resolveram em assembleia ordinária de sua associação (ASOF), realizada no último dia 24, apoiar os candidatos oriundos da corporação a cargos eletivos nas próximas eleições e, s.m.j, sem distinção de Posto ou Graduação desde que sejam aqueles que, efetivamente, tenham reais condições de vitória.

Na primeira vista pode ser algo a se desconfiar pela história de segregação vivida há séculos, porém, como sempre pregamos em nossas análises, o momento político não nos dá ao luxo de ficarmos sem voz nos parlamentos, tanto federal como distrital, nos próximos 4 anos. O exemplo colhemos com suor e lágrimas.

Por ser uma corporação extremamente dividida (calcula-se que nessas próximas eleições o número de candidatos ultrapasse os 50), uma seleção interna de quem verdadeiramente tem condições de alcançar os pleitos deverá ser olhada com muita atenção e carinho. Com um poder de votos superior a 100 mil, fruto da capacidade de agregação de votos de seus milhares de cabos eleitorais, as escolhas precisarão ser criteriosas sob risco de que, caso cometam erros, o ônus seja extremamente nocivo por mais longos 4 anos.

Mas o processo não será tão simples assim. É importante salientar que aberto a possibilidade de união e diálogo em torno de um único objetivo que é a representação da instituição como um todo, necessário se faz o despojo de toda e qualquer vaidade pessoal por parte dos pretensos candidatos. Mas, infelizmente, a história nos contra que é aí que mora o perigo.

Tradicionalmente, eleição após eleição, observamos candidatos trabalhando e julgando-se capazes de resolver todos os problemas da corporação de forma unilateral. Lançam o apelo da convergência coletiva quando no fundo já tem seu próprio projeto pessoal. Sacrificar-se em prol da coletividade parece não ser um exercício muito simples a ser praticado pelos pré-candidatos. Como bem citado na nota divulgada pela Associação dos Oficiais da PM (ASOF), a convergência de propostas aos objetivos operacionais, estratégicos e institucionais da Polícia Militar e o compromisso dos pré-candidatos com o aprimoramento das condições técnicas, estruturais e legais para o exercício da atividade policial militar serão requisitos básicos para o sucesso dessas que podemos chamar de “conscientização política”.

Que venha o diálogo e a união e, principalmente, a quebra de paradigmas de que “dois bicudos não se beijam”. Fortalecer a instituição e seus integrantes é mais que obrigação de todos que a compõe.

Um “Salve” à família policial militar.

Que venha outubro!