Eleições: Rollemberg perde sustentação e busca nos nanicos apoio para a reeleição

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Por Poliglota…

Amargando uma rejeição de mais de 80% por parte do eleitorado candango, o governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) vê a cada dia suas pernas bambearem quando o assunto é a reeleição.

Depois perder aliados que o conduziram ao governo em 2014 como PSDB, PSD, PRB e PDT que deixaram seus cargos no governo e começam a articular uma chapa de oposição e sofrer com sua base na Câmara Legislativa que minguou (só 8 dos 24 deputados distritais são de partidos aliados a seu governo), Rollemberg já não tem dormido muito tranquilo.

As campanhas ainda nem começaram e as articulações estão de vento em popa, porém, diante do isolamento que é iminente, a tentativa de Rollemberg e seu partido de reconstruir pontes tem se mirado nos partidos menores como PV e Rede. Para o presidente do partido, Tiago Coelho, o fato de Rollemberg ter “arrumado a casa” pode ser um fator favorável. O problema é que muitos partidos temem acontecer o fenômeno “Agnelo 2014”, onde aqueles que se aproximaram do PT e do ex-governador sofreram a maior rejeição da história.

Joe Valle ataca e cobra Rollemberg

Geralmente, desde que assumiu a presidência da Camara Legislativa, não é praxe o presidente Joe Valle (PDT) subir na tribuna para discursar. Ontem (2), Joe não só discursou como atacou o governador Rollemberg cobrando do chefe do Executivo e ex-aliado informações sobre onde foram empregados os R$ 9 bilhões que saíram de diversos fundos com a autorização do Legislativo, de forma cumulativa, entre 2015 e 2017.

As críticas de Joe tiveram como base estimativas constantes nas justificativas de projetos de lei apresentados pelo Executivo. Entre eles, propostas que mudaram a destinação de recursos de fundos, tributações, operações de crédito, financiamentos e retiradas do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev).

Desculpa esfarrapada que o povo não engole

O aumento anunciado pela ADASA no valor das contas de água que chegou a 2,99% é outra pedra no sapato do governador. Depois de mais de um ano de racionamento obrigatório na maior crise hídrica do Distrito Federal e com a população fazendo sua parte, é inconcebível um reajuste agora, sequer sem ter chegado ao fim o tal racionamento. A população não aceita de forma alguma e não há justificativa plausível para isso. Óbvio que se houve racionamento a tendência era a arrecadação cair, mas agora parece que o governo quer tirar o atraso penalizando a população.

O governador Rollemberg resolveu interferir no aumento solicitando explicações à ADASA afirmando desconhecer o reajuste, mas nas redes sociais as críticas e protestos se tornaram piores e constante. “Patética e ridícula essa encenação entre o Governador Rodrigo Rollemberg e a ADASA, que autorizou a CAESB a reajustar a tarifa da água. Quem indica o presidente da ADASA é o Governador do Distrito Federal. Você acha que o presidente da Adasa iria reajustar tarifas sem comunicar antes o governador? Agora, Rollemberg vai entrar na justiça contra um aumento que ele, com certeza, já sabia. É aquela história: joga pro alto. Se colar, colou! Só que não colou”, disse um internauta revoltado.

Ao que parece, o inferno astral de Rollemberg está apenas começando.