Globo se supera: “POLICIAIS DE FOLGA DEVEM REAGIR A ASSALTOS?”

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Por Poliglota…

A Rede Globo de televisão consegue se superar a cada dia.

Depois de uma enquete realizada pelo programa Encontro com Fátima Bernardes que gerou uma polêmica nacional nas redes sociais motivados pela estreia do filme ”Sob Pressão”, onde um médico do sistema público que se vê obrigado a decidir quem vai atender primeiro se um marginal ou um policial, dessa vez a polêmica gira em torno da ação da policial feminina de Suzano (SP) que baleou um bandido que, de arma em punho, tentou assaltar mães com crianças em frente uma escola em São Paulo.

Devido a grande repercussão do ato da Cabo Kátia Sastre em Suzano/SP onde a mesma alvejou com três tiros e matou um assaltante que, ARMADO, na frente da escola de suas duas filhas tentou cometer o crime, a emissora de TV a Cabo, Globo News, realizou uma enquete com a seguinte pergunta:  “POLICIAIS DE FOLGA DEVEM REAGIR A ASSALTOS?”

Óbvio que no meio policial a reação foi imediata. A policial não tinha outra alternativa e estava em uma situação muito delicada, com a arma apontada muito próxima a ela e com as pessoas ao redor já sob risco, inclusive crianças, pois se tratava de uma escola infantil onde aconteceria uma homenagem ao Dia das Mães. Se o criminoso consegue identificar que se trata de um policial, vai executá-lo, não resta a menor dúvida e a policial teve um átimo de segundo para pensar no que fazer, e, nesse caso, viveu uma situação clássica em que o agente não tem opção: “Tinha que usar da força para neutralizar um risco maior”.

O que impressionou nesse episódio foram as divergências de opiniões. Muitas pessoas, inclusive o próprio governo do estado, reconheceu o ato com uma moção honrosa à policial feita pelo próprio governador, já outras criticaram a ação achando que a policial, apenas, deveria imobilizar o marginal.

Ora, meu Deus, críticas dessa natureza, inclusive uma feita pelo vereador Vagner Tarcísio (Guinho) de Alfenas (SP), vídeo abaixo, só podem mesmo partir de quem não conhece segurança pública e muito menos as nuances que o policial passa no dia-a-dia para defender a vida da sociedade com o risco de sua própria vida. Criticar sem conhecimento de causa e com a bunda sentada numa cadeira numa sala com ar condicionado é muito fácil.

Está na legislação: os policiais brasileiros têm direito ao porte de arma de fogo, mesmo fora de serviço, contanto que esta esteja devidamente registrada junto ao órgão competente. Por ser um profissional capacitado para lidar com segurança pública, atitudes que entram na lógica inversa do bem estar da população estarão no cerne da contradição e polêmicas. Policiais precisam lidar com situações diversas durante a sua atuação. Por isso, o devido treinamento é fundamental para a atuação do agente de segurança fora da academia de polícia. Mais que preparação técnica, é necessário a capacitação adequada para lidar com pessoas e situações distintas. Por portar arma de fogo, essa responsabilidade é acrescida.