No topo das pesquisas, Frejat ameaça desistir de candidatura e assusta aliados

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O médico Jofran Frejat, que lidera toda as pesquisas de intenções de voto, amanheceu nesta sexta-feira (13), com o propósito de desistir de ser candidato ao governo do Distrito Federal. As confusões internas provocadas por cabos de guerra dentro da pré-campanha do ex-secretário de saúde seria um dos motivos que levaram Frejat a pensar e desistir de tudo. “Não venderei minha alma ao diabo”, disse ele ao Radar

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Dois dias depois da publicação da mais recente pesquisa do Instituto Paraná, registrada pelo TSE, sob o nº DF-00150/2018, revelando o favoritismo de Jofran Frejat, com 25,4%, deixando longe o segundo colocado Rodrigo Rollemberg com apenas  11,5%, o ex-secretário de saúde mandou fechar a extensa agenda política do final de semana para refletir, com muita segurança, se prossegue ou desisti da pré-candidatura ao governo do Distrito Federal.

O médico chegou a desabafar com amigos sobre tal possibilidade.

Se por um lado Jofran Frejat tem o apoio e a admiração popular que lhe mantém na dianteira da corrida eleitoral, nestes dois últimos anos que o separa das eleições majoritárias de outubro próximo, por outro lado, o médico de 81 anos se viu no meio de uma guerra interna que não acaba nunca.

Durante a caminhada até aqui, Frejat teve que enfrentar o chamado “fogo amigo” que, na moita, chegou a estimular outras candidaturas como forma de frear o avanço da onda Frejat rumo ao Buriti.

Na verdade, alguns “aliados” não queriam ver o médico como o principal postulante ao Buriti e chegaram a acusar de ser um homem muito difícil. E é. Frejat já declarou por várias vezes que não aceita o esquartejamento de um eventual governo seu. E nem seria candidato a ser rainha da Inglaterra.

“Não venderei a minha alma ao diabo. Se o projeto for para tirar Brasília do caos serei candidato com a ajuda do povo e de todos que tenham o mesmo propósito”, declarou ele  ao Radar.

Frejat é o nome mais consolidado para vencer uma eleição de governador em uma unidade da  federado do país pelo PR nestas eleições de outubro.

O Partido Republicano desistiu da candidatura de Vicentinho Alves para governador do Tocantins. Vicentinho foi derrotado na eleição tampão realizada no mês passado naquele estado.

Valdemar da Costa Neto, presidente da legenda, sabe disso e por diversas vezes teve que intervir no partido no DF para harmonizar o projeto.

A suposta desistência de Jofran Frejat, na corrida pelo Buriti, assustou os aliados que formam a aliança partidária em torno da pré-candidatura do ex-secretário de saúde.

O presidente do PR-DF, Salvador Bispo, ouvido por Radar disse estar preocupado se Frejat jogar a toalha no momento em que ele aparece como o mais competitivo pré-candidato  que pode ser o próximo governador de Brasilia.

“Vamos ter que parar para acertar. Acredito que podemos demove-lo da ideia”, disse Bispo.

O deputado federal, Laerte Bessa (PR),  um aliado de primeira hora de Jofran Frejat, ouvido pelo Radar , disse que as pressões internas que existem dentro da aliança terão que acabar por estar causando um prejuízo inimaginável aos postulantes de cargos majoritários e proporcionais.

Ele afirmou ainda que as picuinhas  internas é que estão levando Jofran Frejat a pensar em desistir de tudo.

“Nenhum projeto político se sustenta se não tiver na cabeça um nome forte capaz de chegar à vitória. Sem dúvida Jofran Frejat é o maior líder político do DF, com chances de vencer as eleições no primeiro turno. Temos a obrigação de defendê-lo e seguir a sua orientação”, afirmou o deputado.

Tadeu Filippelli, presidente do MDB, partido aliado do PR, disse que é momento para que todos que estão em volta de Jofran Frejat faça uma profunda reflexão para não atrapalhar o processo que tem o objetivo de vencer as eleições desse ano.

“Frejat tem toda a liberdade de montar a chapa da forma como deve ser”, disse Filippelli

O deputado federal Alberto Fraga, presidente do Democratas afirmou ao Radar que acredita na capacidade de liderança de Jofran Frejat.

“Tanto é que eu era candidato a governador e declinei do projeto por entender que o nome de Frejat é o mais bem pontuado pela opinião popular para representar o nosso grupo político rumo ao Buriti e devolver o desenvolvimento econômico que o DF precisa. Essa é uma crise passageira”, disse Alberto Fraga.