Policiais e Bombeiros Militares: A menina dos olhos dos candidatos ao GDF

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Por Poliglota…

Há algumas décadas atrás policiais e bombeiros do DF não passavam apenas de coadjuvantes num processo eleitoral para a maioria dos candidatos ao governo do Distrito Federal. A história está mudando

Com regulamentos arcaicos e um sistema diferenciado do funcionalismo público onde não podem ter sequer um sindicato, sempre estiveram a mercê da classe e dos políticos.

Mas a história começou a mudar desde 2014 quando, finalmente, descobriram o poder através de um instrumento intocável e inviolável previsto na Carta Magna: O Voto!

Esse instrumento poderoso começou a mostrar resultados quando nas eleições de 2014 policiais e bombeiros militares se uniram para alijar do processo eleitoral o então candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT), um verdadeiro algoz das classes, que sequer chegou ao segundo turno mesmo tendo a máquina administrativa em suas mãos. De lá pra cá muita coisa mudou, não no patamar desejado, mas a cronologia mostra isso. Eles resolveram se unir!

Veio, então, Rodrigo Rollemberg (PSB) que nada de diferente apresentou em relação ao governo PT. Encheu os militares de promessas, não cumpridas, e tudo continuou como “Dantes na terra de Abrantes”. Aí o caldo entornou! Vendo que continuavam como coadjuvantes mesmo já demonstrado o exemplo anterior ao atual governo, resolveram se politizar e mudar o curso da história, mesmo sem uma organização à altura de um processo político.

De olho nisso, os políticos do DF começaram a olhar diferente para os militares. Sabem do potencial de agregação de votos dessas classes e que mesmo ainda dividida, podem influenciar muito nas eleições de outubro. Promessas e mais promessas, algumas até mirabolantes, começaram a surgir de todos os lados, principalmente dos que pleiteiam os cargos majoritários (Governador).

Porém, nesse pleito uma situação inédita foi apresentada. A possibilidade das classes ajudarem a eleger um policial militar como governador do DF. Sim, estamos falando do candidato Alberto Fraga (DEM), policial da reserva da Polícia Militar. Apesar de ainda ter uma rejeição dentro das corporações a politização das classes tem olhado com muito carinho a possibilidade de utilizar o voto útil em favor de todos. Fraga foi de todos os candidatos o único que não prometeu aumentos salariais a nenhuma categoria. Segundo ele, jamais teria coragem de tomar uma postura irresponsável dessa sem que soubesse o futuro financeiro que lhe aguarda num eventual governo.

“O que estamos assistindo por parte dos candidatos é uma verdadeira irresponsabilidade eleitoral onde tentam adoçar a boca dos militares com promessas que são completamente inviáveis no início de um governo. Vão de paridades e planos de carreiras até aumentos salariais diante de um caixa que nem sabem como receberão de Rollemberg. Farei o que é necessário, me comprometo, mas com responsabilidade”, disse Fraga.

Bom, para alguns especialistas em segurança pública, um dos setores mais atingidos no atual governo e com reflexo direto na sociedade, a oportunidade está posta à mesa. Cabe aos militares com seu poder de agregação e votos decidirem. O que não dá será amanhã, deixado a oportunidade passar, vir a reclamar o leite derramado.

Que venha outubro…