O espanto de Paulo Guedes pode inviabilizar a paridade da PCDF com a PF

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Em um momento delicado da economia brasileira, o ministro Paulo Guedes da Economia ficou estatelado ao receber no final da tarde desta terça-feira (26), o texto do projeto que viabiliza a paridade de salários entre as polícias Civil do DF e Federal

Laércio Alencar – Brasilia de Fato

É público e notório que um reajuste salarial em torno de 37% tem que ser bancada pelo Fundo Constitucional do DF.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes ficou impressionado com o índice apresentado pelo governador de Brasília, Ibaneis Rocha e não sinalizou quando e nem se enviará o texto ao Congresso Nacional por meio de medida provisória.

Muito pelo contrário, era visível o constrangimento do ministro diante da equipe do GDF e ficou no ar o sentimento de que Guedes só estava cumprindo tabela. Um aumento de salários deste porte, além de colocar em risco a reforma da Previdência, explode o país. Mas o ministro, que de bobo só tem o andar, colocou o pepino no colo do presidente Bolsonaro.

Secretario de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão do DF, André Clemente, o ministro da Economia Paulo Guedes e o diretor da PCDF, Robson Cândido.

O próprio Ibaneis percebeu que o ministro se assustou com o reajuste pedido por ele. A lógica que permeia os corredores do Ministério da Economia e a cabeça de técnicos do governo federal, é que a romaria junto ao ministério vai aumentar e muito. Afinal, todos os governadores dos outros estados também desembarcarão na Esplanada em busca de recursos para aumentar o soldo de suas tropas.

Vale lembrar que os PMs e bombeiros também querem o mesmo percentual oferecido aos colegas da Polícia Civil.

O pepino a ser descascado é grande e com gosto amargo.

Além do susto do governo federal ao receber a reivindicação dos policiais civis do DF, ainda há pela frente o Congresso Nacional onde parlamentares defendem abertamente o fim do Fundo Constitucional.

Alguns deputados e senadores acreditam que quem tem que arcar com ônus da folha de pagamento das forças de segurança do DF é o próprio DF e não a União.

Batalha difícil à frente.