GDF anuncia abertura de mais 80 leitos de UTI e construção de dois novos hospitais

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Governador Ibaneis Rocha e o secretário de saúde Osnei Okumoto, visitam as obras do HMIB. Foto: Agenda Capital

Secretário de saúde Osnei Okumoto anunciou também novos investimentos na saúde do DF junto com o governador Ibaneis Rocha

Postado por Poliglota…

Ao entregar as obras do Hospital Materno Infantil (Hmib) na manhã desta quinta-feira (1), o governador Ibaneis Rocha ao lado do secretário de saúde Osnei Okumoto, anunciou que o GDF vai abrir mais 80 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Distrito Federal, sendo 20 delas neonatais. Ibaneis aproveitou para ratificar o nome de Okumoto a frente da pasta.

Ele também disse que o governo vai construir, em 2020, dois novos hospitais em Ceilândia: um com 380 leitos para diminuir a demanda do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e o outro materno infantil para descentralizar o atendimento do Hmib.

Segundo o governador, os hospitais de Planaltina e Sobradinho também serão ampliados. Em Ceilândia, a ideia é construir um hospital referência reproduzindo o modelo do Hospital de Santa Maria (HSM).

As obras do Hmib foram entregues nesta quinta-feira (1º/8) | Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

“Estamos adaptando, com algumas modernizações, a planta do HSM para ser mais rápido e ano que vem já começa a construção”, disse. “Na Ceilândia temos a maior população do DF, temos ali um bairro novo que é o Sol Nascente e o Pôr do Sol com uma população enorme. São 800 mil habitantes, e mais os que moram em Águas Lindas de Goiás que não tem um hospital regional e do Santo Antônio Descoberto onde o atendimento é muito ruim”, completa.

Ibaneis ressaltou que há anos não há reformas ou ampliação na capacidade de atendimento no HRC, que constantemente está superlotado. “Há muitos anos aquela população não tem o atendimento adequado Completamos todas as equipes da UPA de Ceilândia para aliviar o atendimento dentro do hospital, mas isso é um processo, feito pouco a pouco. Esperamos que a população sinta uma melhora, mas tenho certeza que não vai ser da noite para o dia”, disse.

De acordo com secretário de saúde Osnei Okumoto, adequações na estrutura física, aprimoramento de recursos humanos e comprometimento dos gestores são aspectos-chave para a consolidação do método Canguru. Okumoto afirmou que o método Canguru poderá ser repercutido para toda rede.

Com a abertura de novas vagas de UTI, o governo pretende diminuir a contratação de leitos de terapia intensiva nos hospitais privados, o que, de acordo com Ibaneis, custa em torno de R$ 5 mil por dia. “Com a aquisição desses equipamentos, essa internação tem condições de custar entre R$ 1,8 mil e R$ 2 mil”, disse. “Assim, tirando esse pagamento dos privados e trazendo essas vagas para a rede pública, conseguimos dobrar a oferta. Temos condições de instalar, temos pessoal preparado e podemos melhorar o atendimento, não integralmente ainda”, completa. A Secretaria de Saúde vai abrir licitação para a locação de equipamentos e o governador espera que ela esteja concluída em 60 dias.

Método Canguru

Na manhã desta quinta-feira, Ibaneis Rocha também assinou ordem de serviço autorizando o início da prestação de serviços de manutenção predial em todas as unidades da rede pública de saúde, no valor de R$ 43 milhões. Ele autorizou, ainda, o início da reforma da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) do Hmib, o que vai permitir a total implementação do Modelo Canguru, um projeto de atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso.

Uma área de 450 metros quadrados será totalmente remodelada: paredes, pisos, parte elétrica, hidráulica, banheiros, instalação de ar condicionado, rede de gás e adequação de toda a área física. A obra, que custará cerca de R$ 900 mil, será feita no antigo Centro Obstétrico, que está sem uso há cerca de 20 anos.

“A reforma é fundamental para que o Método Canguru, que já acontece aqui, esteja completamente adequado às normas do Ministério da Saúde, humanizando o ambiente e proporcionando um melhor cuidado com as mães e os bebês”, afirma o diretor do Hmib, Rodolfo Alves Paulo de Souza.

Fonte: Agencia Brasília e Blog Agenda Capital