O MISERÊ ESTUDO CONCEITUAL DO STF

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Muito estranha, para não dizer vergonhosa, foi a contratação, sem licitação, feita pelo STF de renomada empresa para elaborar apenas um “Estudo Conceitual” no valor da bagatela de 240 mil reais com a finalidade de reformar o museu da instituição que guarda togas e chapéus de ex-ministros, cadeiras antigas, manuscritos e processos históricos.

O Tribunal justificou a contratação do famoso escritório sem licitação por conta de sua notória especialização e ainda diz que o projeto de execução da obra vai precisar de recursos adicionais. Valores ninguém sabe, ninguém deu. O arquiteto nega-se a comentar o assunto.

Esta contratação vem consolidar que existe mesmo um sentimento de miserê que permeia o judiciário brasileiro, que nem entendeu o grave momento de instabilidade econômica-política e social do país, se preocupando em abrir o novo museu no ano que vem para valorizar a memória particular de ministros que passaram pela Corte, mostrando as togas usadas pelos ex-ministros Francisco Rezek e Ellen Gracie, os óculos de Cordeiro Guerra e os botões dourados de Rafael Mayer, peças hoje desse museu.

Diante da justificativa final de que o museu vai fazer “a promoção da cidadania, da justiça e da compreensão da Constituição”, queríamos só lembrar que não é necessário a existência destes gastos, é só defender o Brasil de categorias que usam seus poderes para perpetuar as mordomias, o crime e a anarquia que estão se instalando nas diversas esferas de poder.

Reclamam da imprensa, mas o jornal “Estado de São Paulo, e outras revistas e magazines brasileiros” não têm como deixar de noticiar tamanha irresponsabilidade, num momento de contenção de gastos em todos os níveis da gestão pública.

Fonte: Revista Exame / bsbmagazine.com.br