Reunião na CLDF sobre reajustes dos militares foi produtiva, segundo os presentes

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A intenção era deixar claro ao governo do Distrito Federal que as corporações não aceitarão reajustes diferenciados, conforme endossou o Presidente Jair Bolsonaro

A reunião convocada pelo deputado Roosevelt Vilella para debaterem o reajuste dos militares do Distrito Federal foi, na opinião dos presentes, bastante produtiva e só ratificou o discurso que vinha sendo pregado desde o início das negociações, e promessa do próprio governador Ibaneis Rocha (MDB) ainda em campanha, de que todos seriam tratados igualitariamente.

O deputado Roosevelt abriu a reunião afirmando que ali, naquele espaço democrático, não havia um discurso de desestabilização e enfrentamento, mas sim uma propositura de construção mediante os valores que as instituições militares significam para a sociedade de Brasília. “Se houveram erros grosseiros nas tabelas apresentadas, que sejam refeitas e respeitem as corporações e seus integrantes”, afirmou.

O deputado Roosevelt Villela (PSB) reforçou a mudança de gratificação do auxílio moradia. “Os cálculos mais otimistas mostram que teremos um decréscimo de salário na ordem de 2%. É uma enganação. Isso não foi apresentado para as forças”, afirmou.

“A intenção agora é apresentar um documento para o governo, externando de forma respeitosa para o governador esses erros e dizendo que a isonomia que ele se comprometeu em dar para as forças de segurança tem que ser baseada no valor líquido”, continuou o parlamentar.

Acompanhado dos deputados Hermeto (MDB), vice-líder do governo, e do deputado Iolando Almeida (PSC), o discurso girou em torno das palavras do Presidente Jair Bolsonaro de que reajustes só seriam concedidos à Polícia Civil se os militares recebessem o mesmo tratamento. Compuseram a mesa representantes das corporações através de suas associações e lideranças.

O deputado Roosevelt afirmou que seus compromissos são com as instituições militares que ajudaram a elegê-lo e que não medirá esforços para que a justiça seja feita com ambas as categorias.

Já o deputado Hermeto, coadunou com as palavras do deputado Rosoevelt e reconheceu que a proposta inicial apresentada (e que na realidade trazia perdas em vez de ganhos salarias) precisa ser alterada. “Sou base do governo, adepto ao diálogo, e sei que o governador deseja fazer o melhor para as categorias. Disse e repito que após o término dos ajustes que já estão sendo feitos nas tabelas que causaram essa celeuma, terei uma posição mais definida de como deverei agir doravante”, afirmou o deputado. Veja o vídeo:

Por outro lado, o ex-comandante geral da PM, Coronel Nunes, hoje assessor parlamentar na Câmara Federal, afirmou que a bancada dos militares no Congresso, composta por mais de 22 parlamentares de diversos Estados, já deixaram bem claro que não votarão reajuste diferenciado.  “Avise aos policiais e bombeiros do DF que aqui só passa se todos receberem tratamentos isonômicos”, foi o recado da bancada.

Para o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (Asof), a proposta apresentada pelo governo deve ser reanalisada. “Não agradou a categoria como um todo. Vamos avaliar as contrapropostas a serem apresentadas ao GDF para que essa proposta seja melhorada e a gente consiga atingir o consenso mínimo da corporação.

Ainda segundo Naime, o grande problema está na incorporação do auxílio moradia. “Nós sairíamos de um auxílio moradia de 100% e só na incorporação a gente já perde 27,5% do imposto de renda. Se esse auxílio não estiver na complementação de 27,5%, qualquer cálculo que seja feito com ele nós iremos perder esse percentual dentro do auxílio que recebemos integralmente.

Bancada do DF aguarda definições e representantes da Polícia Civil já se mostram preocupados

Reunião da Bancada teve a presença dos Senadores Izalci e Leila bem como dos Deputados Professor Israel e Bia Kicis

O senador Izalci Lucas (PSDB), Coordenador da Bancada Federal do DF no Congresso informou que eles estão aguardando as correções do GDF em relação as tabelas e o encaminhamento da mensagem do Presidente ao Congresso para que possam dar início aos trabalhos.

Izalci também afirmou que representantes da Polícia Civil procuraram o senador e se mostram preocupados com o imbróglio causado na definição dos reajustes dos militares. Para eles enquanto não houver uma definição para os militares a proposta da Polícia Civil não poderá seguir e isso já vem causando bastante inquietação na categoria.

Está prevista para hoje (25), às 14h30, uma reunião do Senador Izalci com Ministro de Estado Chefe da Secretaria Geral da Presidência, Major Jorge Antonio de Oliveira Francisco, para verificar também junto ao Palácio do Planalto os desdobramentos dessa questão.

Da redação com informações do Blog do Halk /Metrropoles.com