Crueldade: Pai preso por fugir com filho de 2 anos confessa ter assassinado do menino

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Desaparecimento de Bernardo foi registrado na delegacia do DF — Foto: Arquivo pessoal

Pai preso por fugir com filho de 2 anos confessa assassinato do menino, diz Polícia Civil do DF

Paulo Roberto Osório despareceu com a criança na sexta (29); ex-mulher registrou caso na delegacia. Suspeito teria confessado que dopou filho e deixou corpo na rodovia.

A Polícia Civil prendeu o homem de 45 anos, suspeito de fugir com o filho Bernardo, de 1 ano e 11 meses. Paulo Roberto de Caldas Osório é funcionário do Metrô do Distrito Federal e desapareceu com a criança na última sexta-feira (29).

No domingo (1º), Osório foi detido em um hotel localizado no distrito de Roda Velha, na Bahia, a 470 km de Brasília. Segundo a Polícia Civil, ele confessou que buscou o menino na creche e dopou a criança com medicamentos.

O suspeito teria dito ainda que, ao constatar a morte do filho, deixou o corpo de Bernardo às margens da BR-020. Os policiais faziam buscas pelo suposto cadáver até a publicação desta reportagem. A suspeita da Polícia Civil é que a criança tenha sido morta na casa do pai, na Asa Sul.

O que se sabe até agora sobre o desaparecimento de Bernardo:

  • Desaparecimento da criança foi registrado na sexta-feira (29)
  • Pai buscou menino na creche e fugiu em seguida
  • Bernardo teria sido dopado na casa do pai, na Asa Sul
  • Paulo Osório (pai) afirma que menino passou mal após tomar remédios
  • Suspeito e criança percorrem 470 km de carro, do DF até a Bahia
  • Osório diz que deixou corpo do filho às margens da BR-020, na Bahia
  • Polícia faz buscas pelo corpo da criança

Investigação

De acordo o delegado Leandro Ritt, da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), Osório contou em depoimento que tinha “restrições” para visitar o filho e que isso teria sido o motivo da fuga com a criança.

“OS ÁUDIOS QUE ELE MANDA PARA A MÃE DA CRIANÇA REVELAM, ASSIM, UMA GRANDE RAIVA. ELE FALA ENFATICAMENTE: VOCÊS NUNCA MAIS VÃO VER O MENINO”, DISSE O DELEGADO.

Trechos da gravação obtidas pela Polícia Civil mostram que o suspeito tinha desavenças com a ex-mulher e com a avó da criança. Os áudios foram enviados pelo WhatsApp na sexta-feira (29) – mesmo dia em que sumiu com Bernardo. Em seguida, o suspeito ameaça sumir com a criança.

“VOCÊS NUNCA MAIS VÃO VER O BERNARDO, PORQUE AGORA ELA [EX-SOGRA] VAI ENTENDER O QUE É CINCO MINUTOS SEM VÊ-LO.”

Veja troca de mensagens entre os pais de Bernardo após desaparecimento do menino — Foto: PCDF/Divulgação

O homem detido contou ainda que tomava medicamentos controlados para dormir e que deu o remédio ao filho para que o menino dormisse durante a fuga.

Segundo Osório, mesmo com os medicamento, a criança não dormiu, começou a passar mal, pegou no sono e, só então iniciaram a viagem de carro até a Bahia.

Desaparecimento

O desaparecimento da criança foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) pela mãe de Bernardo.

Na delegacia, Tatiana da Silva afirmou que o filho estava na creche quando foi levado pelo pai, na manhã de sexta-feira (29). Na ocasião, Osório disse que entregaria o menino ainda no mesmo dia, à noite.

Por volta das 22h, duas horas após o combinado, Tatiana mandou mensagens para o ex-companheiro, que não retornava aos contatos.

Segundo a polícia, a mãe da criança informou que, antes, “nunca houve problemas sobre a guarda do filho”. Ela disse, no entanto, que Osório não pagava a pensão do filho.

Depoimento

Ainda segundo o delegado Ritt, que investiga o caso, Osório afirmou que a intenção em fugir com o menino era “assustar a mãe e a avó da criança”.

“ELE FALA QUE A VONTADE ERA SUMIR DURANTE ALGUNS DIAS PARA DAR UM SUSTO A FAMÍLIA, DEIXAR A FAMÍLIA DESESPERADA”, DISSE O DELEGADO.

Osório relatou ainda à polícia que esperava um “momento oportuno” para a fuga. No dia em que desapareceu com Bernardo, o suspeito estava afastado do trabalho no Metrô por causa de uma licença, de 60 dias, devido a problemas psiquiátricos.

O homem detido contou ainda que tomava medicamentos controlados para dormir e que deu o remédio ao filho para que o menino dormisse durante a fuga.

Segundo Osório, mesmo com os medicamentos, a criança não dormiu, começou a passar mal, pegou no sono e, só então iniciaram a viagem de carro até a Bahia.

Fonte: G1