OPINIÃO: Campanhas antecipadas nas corporações de segurança pública chamam a atenção pelas já conhecidas trocas de farpas

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Estamos apenas entrando no segundo ano de mandato do Executivo e do Legislativo do Distrito Federal e as pré-campanhas rumo a 2022 já estão de vento em polpa nas corporações que compõe os órgãos de segurança pública do DF.

Tem-se direito a tudo. Troca de acusações, tentativas de interferências de sindicatos em instituições bicentenárias e, como sempre, um punhado de pré-candidatos querendo sair na frente como nas corridinhas dos cavalinhos do fantástico. É o campeonato político brasileiro rumo a 2022, só que com, praticamente, três anos de competição.

Ainda em novembro de 2019, o Sindicato dos Policiais Civis do DF – SINPOL-DF, prometeu tentar fazer valer o aumento salarial de 37% equiparado com a PF sem que as instituições militares, PM e Bombeiros, fossem beneficiados ou atrapalhassem seus pleitos.

Para isso, se comprometeram a entrar com um processo de representação no judiciário. Felizmente uma voz sóbria alertou-os de que isso seria uma burrice, um tiro no pé e desistiram da ação. Afinal, eles estavam se beneficiando de uma situação semelhante (Serviço Voluntário Gratificado) também. Sério isso?

Bom, voltando ao assunto…Agora vem a questão da Polícia Militar. Ontem durante a reabertura dos trabalhos legislativos de 2020, na CLDF, uma situação foi exposta sem necessidade. O objetivo? Ninguém sabe! Apenas foi. Durante um evento, numa sala reservada, mais uma vez e sem necessidade, uma questão que poderia ter sido resolvida nos bastidores veio a público hoje nas redes sociais.

Segundo apurado, durante o evento um pré-candidato se disse ofendido com as palavras de um parlamentar que, segundo ele, acusava-o de estar “batendo contra” ele e o governo nas redes sociais. Até aí tudo bem, se o caso fosse esclarecido internamente como deveria e não exposto publicamente como foi nas redes. Ibaneis, o governador que estava presente, ficou todo desconcertado.

Mas, na realidade, tudo foi exposto. E segundo opiniões computadas em diversos grupos de policiais, o que estão tentando agora há três anos das eleições é desestabilizarem mandatos eleitos e legitimados em troca de possíveis possibilidades de eleição em 2022. Mártires estão querendo ressurgir como outrora, onde os incautos ainda acreditavam nisso. Os tempos mudaram. A política mudou e as cabeças pensantes também mudaram, não na proporção esperada, mas no mínimo da razoabilidade.

Muitos pré-candidatos têm inúmeras qualidades, isso é fato, mas na hora de colocar isso na prática são defenestrados por corporações imediatistas, despolitizadas, carentes do conhecimento político e exigentes. Não seria essa a hora, após tanto apanharem e perderem oportunidades de representação, de se unirem, verdadeiramente, em prol do coletivo?

Cada um se defende como pode, desde que o objetivo a ser alcançado não impeça limites. Os eleitos manifestam suas defesas e os derrotados suas justificativas por não terem sido eleitos em 2018. Pior, ainda buscam levar à opinião pública e interna de que na verdade foram injustiçados. É a famosa política de “cabeça para baixo”.

Que venha 2022…Em outubro o amadurecimento e avaliações políticas poderão estar mais afinadas. Por enquanto, apesar de prematuro, as pré-campanhas não passam de um grande bate boca de redes sociais com objetivos claramente politiqueiros e, diga-se de passagem, desgastante.

As eleições serão, ainda, em outubro de 2022.

Da redação…