Governador de Brasília pede equilíbrio para manter estabilidade da Federação

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Postado por Poliglota…

Ibaneis Rocha antecipou, na CBN, alguns dos problemas que Estados enfrentam e serão discutidos no Fórum dos Governadores. Foto de uma das reuniões do Fórum de governadores em que o governador foi anfitrião, no DF.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) recebe hoje, em Brasília, governadores dos diversos estados brasileiros, para o Fórum dos Governadores. Em entrevista, CBN, hoje cedo (11), o governador adiantou alguns dos assuntos que serão tratados. Disse que alguns pontos deixam os governadores apreensivos.

Ibaneis afirmou que, no ponto de vista da cidadania, o imposto sobre combustíveis é elevado. “Mas ele é elevado porque se tornou uma das únicas saídas que os Estados a tiveram para com tornar suas crises de folha de pagamento, manutenção da máquina, do custeio e também pelo arrocho dos tributos que ocorreu na área federal.”

O governador afirmou que a reunião de hoje, com o ministro do Planejamento Paulo Guedes, é bastante salutar para ver o que o país precisa; a questão da reforma tributária, redistribuição de rendas entre União, Estados e Municípios, e também a expectativa de entrar numa pauta de redução, não só dos tributos dos combustíveis, mas de diversos outros tributos que apertam a vida do cidadão.

O governador alerta que “ temos que fazer isso, de forma responsável, de forma de não deixar nem a União, nem o Estados deixar de cumprir suas obrigações. O exemplo mais claro que nós temos a dar é o caixa da própria União”. Citou também o ICMS que preocupa muito os governadores. “ No afã de acabar com que chamam de guerra fiscal eles vão deixar em dificuldades alguns Estados que produzem muito mais matérias primas do que bens industrializados”. Argumenta que “quando você transforma a matriz só de pagamentos de tributos acaba prejudicando alguns Estados que em uma determinada característica. Isso preocupa alguns secretários pois haverá uma queda muito grande de arrecadação em determinados estados. Como o é o caso do Mato Grosso, e você pode ter um acréscimo muito grande de arrecadação em outro Estado que não é produtor de insumos. Tudo isso tem que ser pensado, de modo a manter uma estabilidade da federação que tem um equilíbrio de forças. Isso será discutido na reunião, com o intuito de trazer uma proposta que compense Estados e Municípios e a União para buscarmos uma reforma duradoura.

Blog Edgar Lisboa