Para ONGs, o criminoso é que é uma “vítima da sociedade capitalista opressora”

2353
Marcelo Rocha Monteiro é Procurador de Justiça do MPRJ

A policial militar Elisângela Bessa Cordeiro complementava sua renda com uma barraquinha de batata frita, onde trabalhava à noite com o marido (a vida de funcionário do Estado do Rio de Janeiro não está fácil, vocês sabem). Elisângela saiu ontem do plantão policial e foi direto para a barraquinha. De madrugada, ao sair desse seu outro trabalho com o marido para finalmente poder ir para casa descansar, foi abordada por assaltantes, os quais, ao identificarem Elisângela como policial, a assassinaram com um tiro na nuca. É a 97ª policial militar morta por criminosos este ano no Rio de Janeiro.

Ontem foi o policial civil Xingu, tido como excelente colega na Polícia Civil do RJ, conforme me relatou um amigo comum. Na foto abaixo ele está ao lado do filho; mal dá para imaginar a dor dessa criança amanhã, Dia dos Pais.

A polícia realizou ontem mesmo buscas no Jacarezinho para capturar os assassinos do policial Xingu, e aí surge um aspecto assustador da história.

Ao mesmo tempo em que a polícia caçava os assassinos, uma organização chamada DefeZap (veja as imagens abaixo) conclamava os moradores da área para filmarem a ação policial a fim de “denunciar abusos da polícia”. Era nitidamente um trabalho de sabotagem contra as forças policiais.

A tal organização é financiada pela onipresente Open Society Foundation, do bilionário esquerdista (sim, isso existe!) George Soros.

As famílias da policial Elisângela e do policial Xingu vão ter assistência de alguma ONG ou fundação bilionária? Adivinhem…

Preste atenção: a fundação Open Society, do bilionário George Soros, financia não apenas a ONG mencionada acima (que sabota o trabalho da polícia), como também outras ONGs como o Instituto Igarapé (da senhora Ilona Szabó),  Justiça Global, Instituto Sou da Paz, Rede Justiça Criminal etc. Essas organizações promovem atualmente uma campanha chamada “Encarceramento não é Justiça”, cujo objetivo é a soltura de criminosos já condenados.

Todas elas têm em comum (é sempre a mesma meia dúzia de gatos pingados – mas com muito dinheiro), em maior ou menor grau, o discurso de defesa prioritária dos direitos dos criminosos, animosidade beirando o ódio contra a polícia, forças armadas e forças da lei em geral, e absoluta indiferença com os direitos das vítimas.

Para elas, o criminoso é que é uma “vítima da sociedade capitalista opressora”; se já é vítima (coitadinho…), prendê-lo seria puni-lo duas vezes.

Portanto….”desencarceramento já!”

Punição para criminosos só é justa quando o socialismo chegar e (aí, sim!) transformar nossa sociedade opressora num reino de igualdade e justiça, tal qual a Venezuela do PSUV (Partido Socialista Unificado de Venezuela, do grande líder Maduro), ou a Cuba dos Castro, ou quem sabe a igualitária Coréia do Norte. Pode ser também uma versão mais light, do tipo PSOL ou “Lula de novo com a força do povo”. Não é por acaso que todas essas ONGs têm conexões pessoais ou institucionais com partidos de esquerda.

Até alguma forma do glorioso socialismo chegar, nada de oprimir os companheiros infratores.

“A luta continua” – com muitos dólares para financiá-la.

As vítimas dos criminosos? O filho do policial civil que vai sepultá-lo na véspera do Dia dos Pais?

São apenas um detalhe.

Uma gente “maravilhosa” a turma dessas ONGs, não é mesmo?

Fonte: Marcelo Rocha Monteiro é Procurador de Justiça do MPRJ / via Facebook

Fotos: