Rosso quer, mas a população deseja?

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Da redação com informações do G1.com

A cada dia que se aproxima as eleições no DF nos surpreendemos com cada notícia que é capaz de desestabilizar até o mais enfático eleitor. A última é a que o atual deputado federal Rogério Rosso (PSD) está almejando sua candidatura ao Palácio do Buriti, amplamente divulgado na mídia por um site.

Isso, com certeza, pode ser fruto do desmantelamento da chamada terceira via de Izalci Lucas (PSDB), Cristovam Buarque e cia ltda, onde partidos que antes os apoiavam estão tirando o time de campo.

Rosso, sem dúvidas, é um grande político. Esteve no foco da ex-presidenta Dilma Roussef, afinado e falando a mesma língua do governo federal, mas que na realidade em nada trouxe de efetivo para o Distrito Federal.

O ex-membro da administração José Roberto Arruda, Rogério Rosso (PSD atualmente) foi eleito no dia 17 de abril de 2010 governador do Distrito Federal em primeiro turno com 13 votos dos 24 deputados que votaram na eleição indireta realizada na Câmara Legislativa. Ele venceu o então candidato do PT, Antonio Ibañez, que teve seis votos, e o atual governador interino que assumiu na época, Wilson Lima (PR), que teve quatro votos. Venceu mas não convenceu e a população não esqueceu.

Rosso sempre teve cargos nos governos e junto com a então vice-governadora Ivelise Longhi, que foi administradora de Brasília, deixaram muito a desejar.  No último governo de Joaquim Roriz, foi secretário de Desenvolvimento Econômico e administrador de Ceilândia e, na gestão Arruda, presidiu a Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan).

Entre as principais propostas do novo governador, à época, estava a continuidade de obras e serviços, a redução dos cargos comissionados e de despesas da máquina pública, além da aplicação das economias nas áreas de saúde, segurança e educação. Nada foi adiante e o mandato tampão só serviu para desgastar Rosso.

Bom que se lembre que um dia antes do pleito de 2010, o juiz substituto Mário José de Assis Pegado, da 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, negou pedido do Ministério Público para suspender a eleição indireta para o mandato tampão. A ação, impetrada, pelo Ministério Público do DF pedia o cancelamento da eleição por considerar “inadequados” os procedimentos adotados pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa para permitir a realização do pleito.

Na quinta-feira (15), o juiz Vinícius Santos Silva rejeitou pedido liminar formulado em uma ação popular para afastar os parlamentares e convocar seus respectivos suplentes para participar da eleição indireta na Câmara Legislativa do DF

Intervenção

Em fevereiro, a Procuradoria-geral da República (PGR) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de intervenção federal no DF. Nesta sexta-feira (17), a PGR encaminhou ao STF parecer em que justifica as razões para que seu pedido de intervenção no Distrito Federal inclua o Legislativo local.

Segundo o parecer, as investigações do suposto esquema de arrecadação e distribuição de propina no governo do Distrito Federal “apontam o envolvimento de mais de 26 deputados – entre titulares e suplentes – nas fraudes”.

No documento, a PGR afirma que “a intervenção bastaria até a posse dos novos deputados eleitos, em 1º de janeiro de 2011 –período em que, espera-se, ocorra uma renovação dos mandatos distritais”. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, já declarou que pretende colocar em julgamento o pedido de intervenção antes de deixar o cargo, no dia 23 de abril.

Bom, Rosso pode até tentar, é um direito seu, mas será que a população terá a mente tão fraca ao ponto de não lembrar do seu passado?

Brasília não merece mais isso!