Fraga ainda espera coligar com Ibaneis: “É uma questão de sobrevivência”

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“Rollemberg se isola, não ouve ninguém. E deu um baita tiro no pé com esses rolezinhos na orla do Lago. Ele vai voltar a poluir o Paranoá” Foto: Júlio Pontes

O candidato a vice, ele explica, pode mudar, já que ele precisa de um nome “que tenha maior agregação” ]

Embora o candidato a vice já tenha ocupado lugar na chapa encabeçada pelo deputado federal Alberto Fraga (DEM) ao Governo do DF, a questão não está definida ainda. Há um lampejo de esperança de unir o grupo composto por PR e DEM à coligação encabeçada pelo Ibaneis Rocha (MDB). Ou mesmo trocar Alexandre Bispo por outro nome do PR. Uma possibilidade seria a deputada Sandra Faraj. Mas até a também  distrital Celina Leão (PP) já foi cotada para o posto.

Uma coisa parece ser definitiva: Alexandre Bispo está apenas guardando lugar. Embora ele garanta que não renunciará ao posto, o próprio Fraga reconhece que “não existe uma coisa definida”. E, logo depois de dizer que gosta muito dele, que é vice-presidente do PR no DF,  observa que precisa de um nome que agregue mais à candidatura. “Ele é um garoto que tem muito futuro político, mas temos de ter um vice que tenha maior agregação. Quando ele foi colocado, dissemos pra ele que, caso aparecesse alguém… Vamos supor que a gente consiga um acordo com a chapa do Ibaneis”, observa o deputado federal do DEM.

A possibilidade de acordo com o grupo comandado pelo ex-vice-governador Tadeu Filippelli é real, ele aposta. “Por uma razão muito óbvia: eles sabem que, separados, as chances lá são mínimas”, completa. Com a união de MDB e PP, Fraga diz que é impossível eleger dois deputados federais: Filippelli e Celina. “É uma questão de sobrevivência. Os egos devem ser deixados de lado um pouquinho”, alfineta.

O articulador do PR é o ex-governador José Roberto Arruda, conforme o deputado federal. “Pelo que se sabe, Valdemar (Costa Neto, presidente nacional do PR) tem dado essas sustentação política ao Arruda”, reforça, ao lembrar que o próprio ex-governador deixou Alexandre Bispo ciente de que poderia ter de ceder a vaga, a depender das articulações do partido. “Não tenho nada contra o Alexandre. É um rapaz trabalhador e dedicado. Agora, meu problema é uma chapa em nível de governo. Todo mundo pergunta quem (ele) é, de onde veio… ele paga o preço do desconhecimento”, argumenta.

Capacidade de mobilização

Nos bastidores, comenta-se que, embora não seja muito conhecido dos eleitores, Alexandre Bispo tem capacidade de mobilização. Na noite de quinta-feira (9), ele conseguiu lotar um auditório, em uma reunião com lideranças que apoiam a chapa. Pelas contas de quem passou por lá, mais de 300 multiplicadores foram ouvir o que o candidato ao governo promete aos eleitores.

Fonte: Por Poliglota/Poder ao Quadrado