O povo quer mais atitude e menos demagogia

0
143

Por Josiel Ferreira 

As eleições estão chegando e o povo tem que ter oportunidade de se expressar, confira abaixo os indecisos em relação às Eleições 2018, em que fica latente que a atitude política leva vantagem sobre os discursos e ideias.

A palavra do candidato é salvaguardada pela Lei Eleitoral. Mas e o eleitor. Só tem a urna para se manifestar no processo de escolha dos governantes em todas as esferas.

Por isso, o Tudo Ok Notícias resolveu ouvir o povo e tentar detectar se o discurso dos aspirantes a vereadores, deputados distritais, deputados federais, senadores e a presidente fazem a cabeça dos chamados indecisos. Trata-se de grande parte do universo de eleitores constatados pela reportagem olhos nos olhos que mostra a desconfiança do cidadão em relação ao que eles irão fazer depois de eleitos.

Quem abre espaço para o eleitor se manifestar?

Confira o nosso Povo Fala, abaixo, que demonstra desde a indecisão até a falta de credibilidade nos nossos representantes no espectro político, passando pela necessidade de mudança de atitude também dos próprios eleitores.

Neftali Júnior, 52 anos, professor

“Nós, população, falando em nome da população, todos nós queremos e ansiamos pela honestidade dos nossos políticos, que o povo esteja realmente em primeiro lugar. E que o interesse pessoal seja deixado mais de lado, que a honestidade seja uma constante, e não seja esporádica. A população está bastante ansiosa para que nós possamos mudar, sabendo que a população também tem que mudar os seus hábitos, seus costumes, porque não adianta nada falar do político e você não mudar seus hábitos também, a sua honestidade, a sua conduta e a sua seriedade.”

Gabriela de Almeida, 25 anos, gerente de loja de produtos naturais

Eu, no momento, não vou votar, vou votar nulo, porque acredito que não tem nenhum político que eu acho que vai me representar, entendeu? Eu não achei nenhum que eu confiasse para eu dar meu voto. Então eu não votaria em todos eles. Ainda não encontrei. Vou observar mais um pouco, até lá, estudarei mais todos os candidatos, mas, até então, eu não encontrei nenhum, eu acho que a grande maioria (dos eleitores) está pensando assim. Não sou só eu. Todo mundo está meio perdido, eu acho, né? Mas eu espero, com certeza, que alguém faça alguma coisa, pelo menos, tente, se esforce para fazer as coisas mudarem um pouco, né? Nesse cenário, que está tão pesado no Brasil ultimamente.

Deiverson, 30 anos, protético

“A expectativa é que venha gente honesta. A política de hoje está uma sacanagem, roubalheira, o que rouba fala que o outro rouba mais ainda. Então, espero que melhore. Que se pense mais na população, no povo, não pensem só nos bolsos deles.  Estou indeciso ainda, e até o final eu decidirei. Na última semana é que a gente vê para vai  o voto.”

João, 30 anos, arquiteto

“A minha expectativa é a pior possível. Eu acho que o país está muito polarizado, tem um candidato de extrema direita, beirando a fascismo. Você tem um partido que tende a manter um continuísmo na questão de plano de governo. Eu acho que o país está quebrado. Acho que falta uma terceira via consistente no País. Eu vejo uma guinada à direita e uma intolerância, que acontece com muitos candidatos, certo? Então eu acho que é a minha maior preocupação no caso dessa eleição. Basicamente, isso. Eu acho que tem uma imagem muito manchada dos políticos. Mas, também, não pode partir para o massacre geral de todos. Eu acho que se tem que limpar. Renovar de uma forma honesta, sabe? Sem clichê, sem demagogia, que ocorre muito, quando o País chega numa situação dessa. Aconteceu isso no pós-Governo Sarney. Quando o Collor ganhou, o ‘Caçador de Marajás’. Eu acho que não dá para partir de um pressuposto desse. O País já passou por isso. E em algumas vezes não foi acertado, sabe? Não dá para ser o ‘Caçador de Marajás’. Se tem que fazer uma limpeza, se tem que prender. Se o Lula for condenado, mas que seja um julgamento honesto, transparente, imparcial. Que o Alckmin seja, que se o Ciro Gomes tiver problema seja, Bolsonaro, acho que todos, não pode ser dois pesos, duas medidas. Então essa é maior preocupação, com essa lisura do pleito. ”

Neiva, 43 anos

A respeito das eleições, eu acho que irá mudar sim. Esperamos que mudemos alguma coisa. Estou indecisa ainda. Eu acho que vai haver uma renovação da Câmara (Distrital). Eu acho que vai haver uma renovação. Vou votar em quem nunca foi eleito.

Maxwel, 30 anos, auxiliar de serviços gerais.

“Minha expectativa para as eleições é que precisamos de alguém novo. Gente nova na política porque, com certeza, eu e a grande maioria da população estamos cansados da velha política, não é verdade? Então, eu espero que os novos, que estão sendo candidatos vão fazer diferença nessa nação, que está precisando. Na minha opinião, eu creio que nós precisamos muito é de união, muito amor, amor, é o que precisamos. E que falta. Amor gera gestão, amor gera gentileza, amor gera benefícios para todos nós. É isso o que eu quero para o futuro. Ideias têm de mais, pouca é a atitude. Eles têm solução para tudo, na hora de pedir voto. Ideias têm um monte, só que faltam atitudes. Eu creio que a nova política, chegando agora, vai ter atitude. Eu creio que tem que ter mais atitude. Se nós já vivemos, aí, quase 16 anos com um partido só e não aconteceu quase nada, eu creio que o futuro é o mesmo. É quem está chegando agora para fazer a diferença. ”

Leandro, 36 anos, engraxate autônomo

Não sei se com as eleições vai mudar, eu acho que vai ficar do mesmo jeito a política. Só isso que eu tenho para falar. Eu não acho que ninguém me representa na política.

Robson, 25 anos, servidor público

“Minha expectativa é de propostas mais claras e não tão surreais, como as que estão tendo. É pesquisar, jogar no Google, quais os candidatos são ficha limpa para ter uma noção de quem vai representar da melhor forma e tal. Para Presidência, Bolsonaro apresenta umas ideias bem radicais em relação aos outros candidatos. Ele é o principal representante do estado mínimo que temos hoje. Então eu acho que é um diferencial. Eu acredito que muita gente vota no Bolsonaro por ele ser ficha limpa e não ter se envolvido na Lava Jato e nem com a JBS. Acho que isso daí mostra para a galera que tem alguém que está ali no meio que não é corrupto, pelo menos não, expostamente, corrupto. ”

Bruna, 21 anos, autônoma

A minha expectativa para essas eleições é que melhorem a saúde e a educação. Os nossos hospitais estão um caos, né? Quando a gente precisa ser atendida não consegue. Educação também poderia melhorar, pode melhorar, transporte, segurança. É uma coisa que o brasileiro precisa muito que é segurança. E a gente não tem nenhuma segurança. A gente precisa de segurança um pouco mais. Na minha opinião, muitos (candidatos), eles prometem muitas coisas, mas quando eles chegam lá dentro eles não cumprem nada do que eles prometeram, então é difícil votar. Prometer, todo mundo promete. É fácil. Mas, quando chegam lá dentro, eles não fazem nada do que prometeram. Aí, a educação fica um caos, a segurança, saúde, continuam tudo do mesmo jeito.

Marcos, 63 anos, aposentado

“Eu acho que fazer, não vai fazer nada. Não vai mudar nada. O Congresso vai ficar a mesma coisa. As pessoas que estão aí, há 40, 60 anos, nunca mudam, o avô vai para o neto e continua a mesma coisa, passando pelo filho, até pelo genro. Na hora do impacto das eleições, as pessoas ficam até alegres, mas depois ficam decepcionadas porque não mudou nada. A Câmara (Federal) desde o presidente Flávio Marcílio nunca mudou. Se o senhor pegar Flávio Marcílio, Ulysses Guimarães e até hoje, sempre tem as mesmas pessoas. Na Câmara Distrital, essa aí eu não tenho fé não. Eu acho que não deveria nem existir.