Contratação de mais de 300 comissionados é arma de Rollemberg para tentar bater Ibaneis

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Ibaneis X Rollemberg no debate do Correio Braziliense ontem (11)

Por Poliglota…

O que parece ser natural nas palavras do governador Rollemberg, de que as contratações de mais de 300 comissionados em pleno ano eleitoral é uma forma de suprir lacunas específicas no serviço público pelo impedimento de realização de concursos públicos e contratação de servidores aprovados, pode na realidade estar escondendo outra intenção.

Nos dois primeiros anos de governo, Rollemberg reduziu bastante o número de servidores comissionados com a desculpa da “herança maldita” deixada por Agnelo Queiroz (PT). No entanto, 371 pessoas foram contratadas e muitos sem concursos para preencherem cargos comissionados, conta essas apuradas no primeiro semestre de 2018. Detalhe: A maioria das contratações foram para preencherem lacunas nas Administrações Regionais, conhecido curral eleitoral de parlamentares e do governo no DF.

No debate de ontem no Correio Braziliense Rollemberg tentou justificar. Engasgando em suas palavras, disse que o fato do número elevado de contratações não vai de encontro ao que ele mesmo pregou de profissionalização dos servidores das administrações. “Estamos em processo de realização de concursos para as administrações regionais e vamos contratar gestores, principalmente por termos saído da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, disse.

Ibaneis acusa Rollemberg de ameaçar servidores

De acordo com o site www.tudooknotícias (Aqui) o candidato do MDB ao governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha entregou nesta quinta-feira (11), uma representação ao procurador regional eleitoral, José Jairo Gomes contra o governador e adversário pela disputa do Palácio do Buriti no segundo turno, Rodrigo Rollemberg (PSB), por abuso de poder político. Ibaneis pede que o Ministério  Público Eleitoral tome conhecimento dos fatos para as devidas investigações.

De acordo com a denúncia, servidores comissionados, de todas as secretárias e regiões administrativas do Distrito Federal têm sido coagidos a participar de eventos em apoio à reeleição de Rollemberg sob pena de exoneração dos cargos. Até estagiários foram “convocados”. Para Ibaneis “Tais ameaças não são honestas com os trabalhadores que se encontram em situação de vulnerável instabilidade e cujas famílias dependem de suas remunerações para sustento, por isso a representação”, disse.