Ibaneis Rocha: “Vou reduzir SIM o interstício de Oficiais e Praças para as promoções de dezembro”

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Ibaneis Rocha faz balanço do primeiro ano da gestão do seu governo

Em entrevista exclusiva aos jornalistas e blogueiros da Associação Brasiliense de Blogueiros de Política do DF e Entorno – ABBP, o governador afirmou ontem (20) que, apesar das dificuldades, pode fazer uma avaliação positiva de seu primeiro ano de governo

Postado por Poliglota…

Para o ano que vem, um de seus carros chefes será um grande pacote de licitações que irão permitir o crescimento da cidade através de grandes projetos que deverão ser colocados em prática.

“As áreas mais complexas como a Saúde, Educação e Segurança responderam bem às dificuldades e os resultados estão aí para a população julgar. Claro que temos muito trabalho a fazer ainda porque durante os governos passados parece que a cidade foi esquecida e não evoluiu em nenhum quesito”, disse Ibaneis.

Segundo o governador, o governo passado deixou um orçamento muito ruim que impediu avanços mais significativos em diversas áreas, principalmente nos primeiros seis meses de governo. Mas a boa equipe montada demonstrou competência e conseguiu fechar o ano com muitas realizações. De acordo com Ibaneis, “recebemos uma cidade que tinha até viaduto no chão”, disse.

Para o governo, o crescimento de 1,8% acima da média do país não é meta para ser batida por qualquer estado. O Distrito Federal apostou bem quando resolveu destravar a economia, dar segurança jurídica aos empresários e impulsionar ações que pudessem gerar empregos e fazer a moeda circular.

Outro fator muito importante que contribuiu com o saldo positivo do primeiro ano de governo, segundo o governador, foi o fato da Câmara Legislativa ter sido uma verdadeira aliada nas questões que envolviam os interesses da população. Para Ibaneis, mesmo nos momentos em que houveram as controvérsias e discussões com a Casa, até mesmo a própria oposição acabou colaborando com a aprovação de projetos importantes para a população, como foi o caso do que permite a construção de mais sete UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

REAJUSTE DE SERVIDORES E PROMOÇÕES

Durante a coletiva com os jornalistas e blogueiros da ABBP, o governador foi questionado sobre o efetivo baixo da corporação (algo próximo de 10,5 mil policiais ativos), se reduziria os interstícios para as promoções de Praças e Oficiais agora em dezembro e a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que prevê a passagem da gestão do Fundo Constitucional para o GDF. O governador foi claro e objetivo em sua resposta na questão da redução do interstício e das promoções: “VOU!…O processo está pronto, foi um pedido do deputado Hermeto e vários de nossos colegas e estou pronto para assinar na segunda-feira”. Um áudio com a gravação foi amplamente divulgado nas redes sociais de policiais. Com a redução, mais de 2700 policiais serão beneficiados.

Em relação ao efetivo, Ibaneis disse que está previsto para o ano que vem a realização de concurso para o preenchimento de 5 mil vagas. Da mesma forma está bastante otimista que a PEC que transfere a gestão do Fundo Constitucional para o DF prospere e que assim possa conceder até mesmo o percentual de reajuste que os órgãos de segurança tem pleiteado e que atualmente só pode ter sido concedido 8% de aumento em detrimento dos 37% pretendido.

ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA PMDF SE MANIFESTA

No mesmo dia, a ASOF (Associação de Oficiais da Polícia Militar) divulgou uma nota onde afirmava que “A redução do interstício de Praças é uma demanda justa, merecida, legítima e necessária, mas que também defende o mesmo benefício para os Tenentes da corporação”, isso porque, nos bastidores, o que se houve é que essas promoções somente atingirão quem já tem tempo para ser promovido. Ou seja, de fato não haveria a redução para todos os Oficiais. Leia parte da Nota abaixo:

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (ASOF), tendo em vista a situação hoje presenciada na PMDF em relação ao interstício de Praças e a defesa do mesmo benefício a ser estendido aos Tenentes, conclama todos os militares da Corporação para o necessário momento de união de Praças e Oficiais em torno dos ideais da Instituição que todos juram defender.

A ASOF acredita que a redução do interstício de Praças é uma demanda justa, merecida, legítima e necessária. Além disso, defende que o mesmo benefício deve ser estendido aos Tenentes, que – assim como os Praças – também exercem suas funções com igual empenho e, muitas vezes, com atribuições e responsabilidades de Oficiais com patentes superiores.

Atualmente, os Tenentes QOPM e QOPMA, em função operacional, exercem suas atividades como Supervisores de Área, o que constitui uma função de Capitão. Em função administrativa, eles chefiam Seções e Companhias, que também são funções de Capitão. De igual modo, são Coordenadores de Cursos Operacionais. Eles respondem, ainda, pelo Subcomando de Unidades Operacionais e, em alguns casos, também por Comando de Batalhão. A redução do interstício atingiria Oficiais com 75% do interstício de Primeiro Tenente a Capitão.

Hoje, no quadro, existe insuficiência tanto de Tenentes como de Capitães. Só para que se tenha uma ideia, são 107 claros no Quadro de Capitães e há um claro de 50% no Quadro de Tenentes. O Quadro de Oficiais Subalternos e Intermediários opera com metade da sua capacidade. Por isso, a realidade do Oficial Subalterno hoje é exercer funções de postos que estão acima de suas patentes. Com isso, eles foram instados a maturar antes do prazo em funções que não lhes competiam no momento Tenentes também são sumamente essenciais na estrutura da Corporação tanto quanto os Praças e levando-se em conta, ainda, que o número de Tenentes é ínfimo em relação à dimensão da promoção que está sendo propiciada aos Praças da PMDF.

A busca pela necessária harmonia na Corporação

A ASOF acredita, ainda, que promover os Praças e não promover os Oficiais constitui uma medida desagregadora e desarmônica dos quadros militares, uma medida que pode trazer uma assimetria ao escalonamento hierárquico da Corporação e à própria estrutura da PMDF como um todo.

A Associação entende ainda que, tendo em vista a atual situação dos militares no DF e no País, em um contexto de mudança de regras que afetarão as carreiras militares de todos – Praças e Oficiais – a partir de 2020, o momento é de união da categoria como um todo, sem divisões entre Praças e Oficiais, sem desagravos por demandas não atendidas ou por eventuais sentimentos de injustiça.

Não é finalidade da ASOF e nem mesmo da Corporação criar um clima de desarmonia entre Praças e Oficiais, pelo contrário. A ASOF propugna a necessária união da PMDF em torno de um ideal de Instituição coesa, harmônica, ciente de seus deveres e de suas responsabilidades, com respeito à Constituição e com um sentimento de pertencimento que só quem jura defender a bandeira brasileira pode conhecer.

Somos todos policiais militares, somos todos PMDF. Precisamos estar unidos, hoje ainda mais. Caso contrário, vencerão as forças da dissensão, que são aquelas que querem vilipendiar uma Instituição histórica como a Polícia Militar do Distrito Federal, que honra seu papel perante a sociedade brasiliense e o País.

Por Paulo Castro (assessor de imprensa da ASOF/PMDF)

Colaboração Agência Brasília e Blog Policiamento Inteligente