GDF trava intensa campanha contra a dengue

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Meta do governo é trabalhar em conjunto com a sociedade, uma vez que levantamento mostrou que 92% dos focos do mosquito estão nas residências

Postado por Poliglota…

A ordem do Governo do Distrito Federal (GDF) é para que paradas de ônibus, imóveis abandonados, sucatas nas ruas, o manejo do lixo e a montagem de tendas para atendimento a doentes sejam rigorosamente fiscalizados pelos agentes de combate ao mosquito da dengue. A decisão foi acordada junto aos administradores regionais em reunião ocorrida no último dia 18. A partir dessa data, foi feito um levantamento em todas as regionais para então criar forças-tarefas com órgãos competentes para cada ação.

O levantamento feito tem como base um levantamento que mapeou todas as regionais e detectou que 92% dos focos do mosquito Aedes aegypti se encontram nos quintais das casas.

Em 2019, até novembro, boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF, mostrava que 48 pessoas tinham morrido durante o ano por causa da dengue. Este ano, a pasta informa que até a última semana de janeiro, foram registrados 1.419 casos da doença no DF, com um óbito.

“Estamos em guerra contra o mosquito e é preciso engajamento diário nas cidades para vencermos”, disse o vice-governador Paco Britto durante a reunião com os administradores.

O governador Ibaneis Rocha já conclamou a população a combater o mosquito da dengue, que transmite também as doenças febre amarela, febre chikungunya e vírus Zika. Ele também assinou, em janeiro deste ano, um decreto determinando situação de emergência por 180 dias na saúde do Distrito Federal. Segundo o texto, o motivo é o “risco de epidemia de dengue, potencial epidemia de febre amarela e a possível introdução dos vírus zika e chikungunya” no DF.

Suporte

As medidas adotadas pelo governo vão além da conscientização da população sobre os riscos de se manter água parada. O Brasil tem sofrido há anos com a proliferação do Aedes aegypti. No DF, não seria diferente. O Executivo pretende atuar em outras frentes de prevenção, como por exemplo, a viabilização de uma sala de crise, montado com apoio do Corpo de Bombeiros.

“A ideia é reunir, em um só lugar, todos os mapeamentos feitos pelas administrações nas RAs e as ações que estão sendo realizadas em cada cidade, com números atualizados de atendimentos a pacientes nos quase 100 salas de hidratação montadas pela Secretaria de Saúde em todas as cidades do DF”, informa o GDF.

Hospitais

A assistência médica está sendo feito em todos os hospitais e UPAs do DF. Desses hospitais, sete possuem salas de acolhimento para casos suspeitos de dengue. As salas foram montadas no estacionamento das unidades médicas para facilitar o atendimento dos pacientes. As regiões a serem contempladas com as salas de acolhimento são Planaltina, Região Leste (antigo Paranoá), Asa Norte, Guará, Gama, Brazlândia e Taguatinga. Tais unidades foram escolhidas por já terem sala de hidratação funcionando.

“Os pacientes suspeitos, sem sinais de alarme, serão acolhidos nas Salas de Acolhimento pela equipe composta de enfermeiro e técnico de enfermagem. Casos necessitem de exames laboratoriais, eles serão encaminhados ao hospital e a hidratação será iniciada. Casos não confirmados seguem acompanhados nas unidades básicas de saúde”, detalha o secretário-adjunto de Assistência à Saúde do DF, Ricardo Tavares Mendes.

Fonte: Blog do Ulhoa