Veja como vai funcionar a teleaula para estudantes do DF

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Foto: CB

As gravações são uma tentativa da Secretaria de Educação de evitar que os alunos percam conteúdo durante a quarentena

Começam nesta segunda-feira (06/04), as teleaulas para alunos da rede pública do Distrito Federal. Transmitido pela TV Justiça, no canal 53 da TV aberta, a ação é uma tentativa de evitar que estudantes percam conteúdo em meio à quarentena devido à pandemia de coronavírus.

Os vídeos educativos serão exibidos das 9h às 12h, neste primeiro momento, e terão conteúdo que vai desde a educação infantil até o ensino médio.

A parceria com a TV Justiça foi uma das primeiras fechadas desde que o governador Ibaneis Rocha (MDB) publicou decreto suspendendo as aulas para evitar a disseminação do coronavírus na capital. A partir de então, a equipe da Secretaria de Educação tem produzido material e estudado formas de como veicular vídeos já prontos por secretarias, como a do Amazonas, que já tinha conteúdos disponíveis.

A programação começa com três horas por dia. O conteúdo veiculado mais cedo, por volta das 9h, será para a educação infantil. Ele vai progredindo com o passar dos minutos até chegar ao ensino médio.

As teleaulas não vão substituir as presenciais ou contar como presença. Elas servem para que os alunos não percam conteúdo nesta época de quarentena, ampliada no decreto publicado na noite de quarta-feira (01/04). Agora, as atividades escolares ficam paralisadas até 31 de maio.

Secretaria de Educação também fechou parceria com a TV Gênesis, que vai exibir o conteúdo, mas ainda sem data marcada, e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que cede os estúdios para as gravações.

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Público-alvo

A intenção desse material é atingir os 460 mil estudantes da rede pública de ensino. Os materiais específicos para cada turma, de cada ano, serão disponibilizados por meio de plataforma digital, que deve ter os primeiros testes também a partir do dia 6. A plataforma, no entanto, começa para os 80 mil estudantes do ensino médio. E também não há previsão de que elas substituam as aulas presenciais e contem como hora/aula.

Na plataforma, os estudantes terão salas virtuais interativas, com professores e alunos. Será passado conteúdo e exercícios para cada nível de aprendizado.

A Secretaria de Educação negocia parcerias de disponibilização de pacotes gratuitos com operadoras de telefonia para que os estudantes não precisem gastar seus dados de internet para estudar.

Fonte: Metropoles.com