A preocupação de um conflito armado para o Policial Militar

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Estamos à beira de conflito civil armado e porquê você Policial Militar deveria se preocupar?

Um conflito armado entre grupos antagônicos com propostas políticas irreconciliáveis não ocorre do dia para noite, existem várias etapas que precedem a eclosão da violência generalizada em busca da imposição de ideais, aqueles rompimentos de amizades antigas e rusgas familiares no período eleitoral eram apenas o prelúdio do caos que se avizinha.

Quanto mais as pessoas se aproximam dos extremos dos espectros políticos mais os métodos para implantar suas vontades reformadoras do tecido social se equiparam, quando os indivíduos perdem o pudor em afirmar que estão dispostos a assassinar seus adversários ideológicos para defender suas ideias, temos um indicativo cabal que diálogo, a tolerância e a prudência foram abandonadas.

Cabe ressaltar que a experiência da humanidade com a tolerância e diálogo como melhores mecanismos de pacificar conflitos entre interesses antagônicos é um fenômeno bastante recente, a imposição de vontade por um poder autoritário para manter a ordem e a estabilidade tem sido a voga da nossa história.

A sociedade do cansaço, de valores líquidos e de vazio espiritual atraem para os polos da ignorância uma massa de pessoas amedrontadas e acuadas que acreditam piamente que se não eliminarem fisicamente seus inimigos ideológicos, elas mesmo serão eliminadas, mas saibam, meus caros, que matar uma pessoa para defender uma ideia, não é defender uma ideia, é matar uma pessoa.

E lamento informar que mais uma vez o papel de bastião entre a sanidade e a carnificina destina-se ao Policial Militar, nessa ebulição de vontades destiladoras de ódio, temos um grupo que prega a destruição física dos policiais e pretendem a ruptura total das Instituições para fundar novas que sejam alinhadas ao seus propósitos, clamam por Democracia( apenas no que se refere ao respeito da vontade da maioria e desde que a maioria seja composta por pessoas que pensam igual a ela), mas definitivamente não respeitam e não desejam o Estado Democrático de Direito.

Esse grupo angaria simpatia, apoio financeiro e logístico de boa parte da mídia tradicional, da intelectualidade que se sente ameaçada com o crescimento de um outro movimento coletivista em sua essência que também pretende fundar uma nova nação e refundar as Instituições existentes, intolerante e não hesitaria em utilizar a violência como método para impor suas vontades.

É natural que os policiais militares se sintam seduzidos com a narrativa de um dos grupos que ao invés de pregar a morte de policiais, os elevam ao patamar de protagonistas desse novo projeto de nação, que ser humano não optaria por esse lado, ainda mais se tratando de policiais que estão exaustos dos achanques da imprensa, da produção intelectual das universidades brasileiras, das leis e decisões judiciais benevolentes com os criminosos que enfrentam initerruptamente.

Divulgação Internet

Por isso trago à tona essa reflexão para os policiais militares, embora o prometam o éden, uma nova terra prometida , de um reino de justiça e paz, seus planos não passam de uma utopia autoritária tresloucada que deve ser tripudiada .

Não ignoro que precisamos de evoluções e aperfeiçoamento de nossas Instituições, mas nunca as mudanças promovidas abruptamente por meio da violência produziram resultados duradouros, a verdade que a mente revolucionária e coletivista não pode contaminar a mente prudente, serena e consciente do policial militar.

Não vamos tolerar passivamente o florescimento de um movimento que sob a égide de uma bandeira absolutamente inquestionável, (afinal de contas todos as mentes sãs repudiam o Fascismo) praticam condutas absolutamente repugnantes e incoerentes com que se dizem lutar contra.

Mas os policiais militares não escolherão um lado, teremos sabedoria e postura firme contra o autoritarismo de qualquer lado , que prejudica principalmente a base da estrutura militar e reproduz efeitos nefastos por toda sociedade.

Nenhuma aventura totalitária e coletivista terá respaldo dos policiais militares, “a virtude está no meio”, na ponderação, na tolerância, na liberdade de manifestar o pensamento e do repúdio da violência como meio para implementação de fins políticos.

A sociedade que nos elegeu como os “administradores da violência” e que acredita nos valores supramencionados embora esteja atônita e passiva diante do crescimento viral de dois grupos antagônicos que estão prestes a pegar em armas para impor sua maneira de enxergar o mundo, ainda são a maioria e confia na atuação dos Policiais Militares para evitar o recrudescimento da violência.

Divulgação internet

**SOLDADO ATLAS, (Atlas é um policial militar do Distrito Federal que está extremamente cansado de suportar as consequências da falência moral das nossas Instituições, mas sabe que precisa suportar o peso da ignorância para a virtude florescer na humanidade e aperfeiçoar paulatinamente seu fardo).

Nosso soldado sabe que se abandonar seu encargo as consequências serão terríveis para sociedade que jurou defender mesmo com sacrifício da própria vida.

Fonte: blog do candango